O cancro da mama é a forma de cancro mais comum na mulher. As taxas de incidência têm vindo a subir na segunda metade deste século.
Em Portugal estima-se que cerca de 75% das mulheres, não fazem auto-exame da mama.
Existem alguns factores associados a um maior risco de cancro da mama:
A idade da primeira menstruação ( <12 anos)
A idade da menopausa (> 54 anos)
A ausência de filhos, ou a primeira gravidez após os 35 anos.
A história genética, a obesidade, o sedentarismo, o tipo de dieta, o consumo de álcool, o consumo de tabaco e a terapêutica hormonal de substituição por mais de 10 anos.
A realização do auto-exame (peça um folheto no seu centro de saúde) é fundamental para detectar o cancro da mama, mas não dispensa o rastreio clínico.
Auto-exame
Uma vez por mês, depois da menstruação.
O auto exame da mama começa pela inspecção de ambas as mamas frente a um espelho, faz-se a comparação do volume de ambas as mamas, verificando se existem assimetrias recentes. Em seguida procura-se quaisquer outras alterações na forma da mama ou dos mamilos, como por exemplo altos ou depressões. No caso dos mamilos, é importante verificar se os mesmos se encontram deprimidos ou apresentam descamação.
Estas observações são repetidas com as mãos na cintura, pressionando de modo a contrair os músculos do peito.
Em pé e com o braço esquerdo elevado, começa-se por palpar a mama esquerda com a ponta dos dedos da mão direita (indicador, médio e anelar), partindo dos quadrantes mais externos e progredindo de forma circular por todo o peito. Esta operação é repetida com a mão esquerda para a mama direita, elevando o braço direito.
Estas últimas operações são repetidas com a mulher deitada de costas, com os ombros apoiados numa almofada, palpando alternadamente a mama esquerda e a direita.
A avaliação pode terminar pressionando ligeiramente os mamilos e verificando se existe algum corrimento.
O auto exame da mama, não deverá substituir a observação pelo médico, que deve ser no mínimo anual, bem como a realização de exames periódicos.
Sinais de alerta
Caroço ou nódulo na mama solitário, duro, que não escorrega sobre os dedos, encontrando-se fixado aos tecidos vizinhos;
Corrimento mamilar geralmente unilateral, principalmente se for sanguinolento (vermelho/ rosado ou acastanhado);
Descamação da pele à volta do mamilo;
Pele em casca de laranja em qualquer área da mama;
Zona de depressão da pele da mama ou de depressão do mamilo, de instalação recente;
Qualquer massa firme fixa nas axilas;
Descobrir um nódulo significa, à primeira vista, que se tem um cancro na mama, mas na verdade a maioria desses nódulos são benignos.
Prevenir é o caminho indicado.
Qualquer tipo de doença do foro oncológico, física e psicologicamente, arrasa a mente mais saudável, debilita a estrutura mais consistente.
Psicologicamente a mulher a quem é diagnosticado um cancro da mama, fica arrasada
mas se, se isola, se tem tendências a esconder a doença, se tem dificuldade em partilhar a sua doença com os familiares mais chegados, então permite que se instale o caos e dificulta (sem querer) a reabilitação, a cura qualquer que ela seja.
O silêncio é, podem crer, o maior amigo de qualquer tipo de cancro.
Sem alarmismos, para lá da consulta (nem sempre no momento atempado) no seu médico de família (e se o tiver), para lá dos exames ou diagnósticos indispensáveis (mas nem sempre disponíveis) não desespere, partilhe as suas dúvidas com os seus familiares mais chegados. E partam sem complexos na procura de ajuda.
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Contactos que podem ser muito úteis.
http://www.hsjoao.min-saude.pt/gpm/site20010302/Links/links.html
http://www.spmenopausa.pt/faq/mpqei.html
http://www.vencerviver.dpp.pt/actividades.htm
http://www.hanys.org/bcdp/upload/ACS-Shower-Cards-Portugese.pdf
http://www.cancer.org./docroot/home/index.asp
http://www.ligacontracancro.pt/
http://www.medicosdeportugal.pt/action/2/cnt_id/520/
http://www.spsenologia.pt/