Evasão
Ao longe, não muito longe, tão perto até que a vista alcança a alva espuma das
vagas que se enrolam num lânguido espreguiçar de prazer.
Pairando sobre elas uma ave não grasna, não luta, não se debate, embala-se a si própria nos rodopios da brisa leve.
Á míngua não descortina razão para mergulhar como tão bem sabe fazer.
Sentei-me na pedra fria que delimita os meus sonhos, aqui e ali salpicada pelo sal da água que se evadiu e morreu.
No horizonte, uma coluna de fumo pardacento eleva-se sobre uma silhueta negra
a lembrar fantasmas, de contos de fadas.
No jardim fronteiro, nervoso um canito rodopia, focinho no chão soltando breves latidos persegue a presa imaginária.
Há vida para lá do silêncio, só o tolo não aproveita a brisa leve, não solta as amarras e não persegue a presa que o agrilhoa.
Comments
às vezes é preciso um pouco de solidão para nos ouvirmos!
Posted by: mfc | outubro 26, 2005 11:49 PM
Não sei o que tenho que fazer para os meus comentários aparecerem!!!!
Posted by: mfc | outubro 26, 2005 11:55 PM
parabens por este pedaço de texto que pode ser poema!
Posted by: hammer | outubro 27, 2005 09:51 PM
kinaqafna pqoigebqhie
Posted by: Dolora | março 3, 2006 06:19 AM