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Magras vacas para opulentos legisladores

Em tempo de “vacas magras” há que poupar o “bicho” e partir para outro tipo de alimentação.

Aceito que tenha de se fazer algo de inovador na gestão dos recursos do estado, quando não há, não há, do mesmo modo que quando há tem de haver para todos.

É conhecido que ao longo dos anos, foi sendo permitida e até fomentada a consolidação de corporações mais ou menos intocáveis.
Sendo agora difícil nivelar por baixo as condições sociais.

Ninguém vai aceitar de bom agrado, pese embora a aparente coragem demonstrada por este governo, na diminuição de certas regalias e mesmo mordomias, enquanto continuarem a subsistir Portugueses que comem carne de primeira e Portugueses a quem só lhe dão os ossos.

O exemplo da redução da despesa pública tem de partir dos políticos eleitos, não há equiparações possíveis, temos sido sempre um País pobre, hoje não passamos de um pobre País, mas continuamos com o mesmo carácter de políticos.

Não passa de uma pequena bola de neve, a avalancha de restrições de carácter social.
A contestação aí está nas ruas, frágil por mal conduzida, impopular por pouco esclarecida.

Constatado o facto da irreversibilidade destas medidas, o poder político acabará por constatar que não são ainda suficientes, outras vão ser ainda necessárias.
Corporação poderosa, não vai nunca abdicar do seu estatuto, os sacrifícios são bons quando aplicados aos outros.

Pressente-se que ainda não há Portugueses contra Portugueses, mas não faltará muito…

Publicado na categoria "querem é mama"

Comments

quando se alimenta um burro com pão-de-ló o gajo nunca mais quer palha, nem com chicote.

Estamos a chegar ao limite do insuportável!
Os meus comentários continuam a não aparecer... só queria saber se os recebes.
Um abraço

iapswm ueowznhxav