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Até quando durará a resistência.

As questões da globalização têm destas coisas, a facilidade de se adquirirem produtos das mais diversas proveniências.
A outra face da moeda na generalidade está oculta.

A globalização poderia ser sinónimo de vantagens, dada a profusão de produtos, um maior leque de escolhas, uma maior concorrência.
Que nem sempre se traduz em melhores preços.

Está na moda a questão dos têxteis, mais a exploração social do trabalhador, acrescida pela mão-de-obra muito barata, inexistência de condições sociais, de protecção aos menores, à mulher, aos idosos.
Este “paraíso” afirmam, estará confinado a Países como China, o Vietname, o Bangladesh…
E as críticas (justas) surgem desabridas, condenando os senhores “detentores” desses povos.

Pura ignominia, os maiores detractores daquelas sociedades, são os mesmos, que

exploraram (exploram) mão-de-obra barata em Portugal, que partiram para o outro lado da Europa procurando nova mão-de-obra barata, que já se instalaram no Continente Asiático, ainda com o mesmo sentido de mais mão-de-obra barata, ausência de protecção social, de segurança.
São os mesmos que nos seus países de origem exploram os trabalhadores, a troco de trabalho precário, pagos à peça, ou sem vínculo, logo sem encargos sociais e fiscais.
Eles não defendem os direitos de quem trabalha, estão apenas chateados porque os trabalhadores deste lado do Mundo ainda resistem.

Comments

A diferença entre a exploração a Ocidente ou a Oriente, é apenas uma questão de grau!
...mas não deixa de ser exploração.

esta coisa da globalização é uma moda que pegou, que dará maus resultados pela forma selvagem como é e foi desencadeada.

É verdade aquilo que dizes, são exactamente os mesmos. Apesar de tudo, aqui pelo dito "1º mundo" ainda se resiste, mas até quando com estas taxas de desemprego?

...muito bom este post...brilhante análise resumida...um abraço...

zabwou jzaeawta