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O actor principal.

A farsa cedo começou a ser escrita, encenada, com actor principal escolhido, um actor apto às exigências do papel, afinal trata-se de um monólogo.
Nem todos os actores disponíveis beneficiam daquele dom natural, apenas privilégio de alguns autistas, apenas os interiorizados detêm a capacidade de deixar gerir os seus espaços ao toque da marcha mandante dos “iluminados”.
Apenas se pede ao actor principal que colabore, que siga à risca as deixas que lhe escreveram, o contra regra há-de enviar-lhe atempadamente os sinais necessários a uma intervenção mais apaixonada, daquelas que o povo gosta, que lhe faz soltar uma lágrima cúmplice ante a (falsa) dor da personagem interpretada.
O espaço está preparado para a estreia, continuamente a promoção enleva a categoria da peça e exalta o espírito de sacrifício do actor principal.
Os escribas de serviço tratam de prever um enorme sucesso, garantem uma estreia estrondosa, precavidos tratam da garantia da receita de bilheteira.
Afinal a história é singela, um tipo de folhetim plagiado das vivências dos anos quarenta, que para lhe dar algum crédito, apenas faltará um gesto não terreno…


Comments

Não vai ganhar... já viste a sondagem da TSF???

esta é quase invisível, subtil...
abç

E nós a assistir à peça sem fazer nada? Eu gosto do teatro quando a plateia intervem! :))

hiuu cqeikuwegg