O actor principal.
A farsa cedo começou a ser escrita, encenada, com actor principal escolhido, um actor apto às exigências do papel, afinal trata-se de um monólogo.
Nem todos os actores disponíveis beneficiam daquele dom natural, apenas privilégio de alguns autistas, apenas os interiorizados detêm a capacidade de deixar gerir os seus espaços ao toque da marcha mandante dos “iluminados”.
Apenas se pede ao actor principal que colabore, que siga à risca as deixas que lhe escreveram, o contra regra há-de enviar-lhe atempadamente os sinais necessários a uma intervenção mais apaixonada, daquelas que o povo gosta, que lhe faz soltar uma lágrima cúmplice ante a (falsa) dor da personagem interpretada.
O espaço está preparado para a estreia, continuamente a promoção enleva a categoria da peça e exalta o espírito de sacrifício do actor principal.
Os escribas de serviço tratam de prever um enorme sucesso, garantem uma estreia estrondosa, precavidos tratam da garantia da receita de bilheteira.
Afinal a história é singela, um tipo de folhetim plagiado das vivências dos anos quarenta, que para lhe dar algum crédito, apenas faltará um gesto não terreno…
Comments
Não vai ganhar... já viste a sondagem da TSF???
Posted by: mfc | novembro 26, 2005 08:18 PM
esta é quase invisível, subtil...
abç
Posted by: hammer | novembro 29, 2005 08:39 PM
E nós a assistir à peça sem fazer nada? Eu gosto do teatro quando a plateia intervem! :))
Posted by: lique | dezembro 3, 2005 08:00 PM
hiuu cqeikuwegg
Posted by: Albert | fevereiro 28, 2006 06:29 AM