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E Depois do Adeus?

Preocupante, acaba afinal por ser a interrogação que fica depois daquele movimento em redor de Manuel Alegre.
A pedrada no charco, haveria tradicionalmente por fazer evoluir em círculos a água que lhe dá vida, num movimento simétrico que se esvai de encontro às margens.
Para a história fica a memória de um feito.

A sociedade, os homens e mulheres deste País não estão preparados para uma ruptura com o sistema, ruptura que afinal haveria de “circularmente” tornar ao sistema.

Manuel Alegre quer se queira ou não, acabou por representar para muitos de nós um Sebastianismo neo-realista.
Mas o poder instituído pode vacilar, ou aparentar que vacila, mas não tomba.

Que cada um que ousou acreditar, tenha a sabedoria de não se encerrar na sua concha e debata, principalmente em casa, assim como na sua roda de amigos, a verdadeira natureza de um movimento de cidadania, que se pretende mais movimento de pressão do que de natureza politica concorrencial.

Comments

Ora, nem mais.

Um @bração do
Zecatelhado

Assino por baixo, a tua opinião.
O meu abraço de amizade.
Paulo

Mas, pelo menos parece-me, ser esse sentimento comum a outras pessoas este movimento de cidadania em torno de Manuel Alegre não se esgotou nestas eleições. Daí, pessoalmente esperar que Manuel Alegre nos represente a todos quantos nele votaram, sobre matérias com as quais estamos em desacordo de tratamento por parte da força política a que ele pertence. E se defacto assim acontecer, será um passo importante na via para inverter a ideia de que a democracia se esgota nos partidos políticos.

Realmente o resultado de Manuel Alegre nestas eleições constitui um feito notável... sem qualquer "máquina de assalto ao poder" (ou seja partido) a apoiá-lo, Alegre conseguiu mais de um milhão de votos... De facto, dá que pensar... Os portugueses estão fartos desta partidocracia vigente e (de certo modo) demonstraram-no nas urnas... Mas acredito que Alegre não deveria tirar nenhum proveito pessoal dessa vitória (como constituir um novo partido à margem do PS, coisa de que se tem já vindo a falar), pois isso seria desvirtuá-la...

Um abraço

talvez um dia as pessoas entendam que é necessário "puni-los" com a recusa de serem telecomandados...