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Números…

Estão assim a modos que em pré cozinhado, mais algumas transformações no sector da saúde, que visam, dizem os doutos, melhorar o serviço público.

Trabalhar à peça, leia-se contabilizar o número de doentes alegadamente vistos, dará direito a melhor remuneração e pasme-se beneficia-se a qualidade do serviço prestado.

Certamente deixará de ser contabilizado como consulta, o acto médico da passagem de receituário, para reposição de medicamentação em doentes crónicos.
Certamente passará a estar incluído no acto médico da consulta, o registo informático ou outro, do historial clínico do utente.
Certamente que existirá maior disponibilidade na acção médica imediata, em casos de manifesta urgência de um utente, ainda que não inscrito para uma qualquer consulta.

Prevê-se a formação de equipas cuja composição está definida, um clínico, um técnico de enfermagem, um técnico administrativo.

Adivinhem quem sai lucrando com este negócio…

Comments

trabalhar à peça ou à unidade quando se mexe com a vida das pessoas tem um nome: imoralidade; em tudo vêem estes crânios a aplicação da gestão pura...
os números.
esquecem-se do mais importante: o ser humano.

Obviamente quem sai beneficiado com este sistema são os próprios médicos e prejudicados os doentes por eles atendidos.

Já está no Café Expresso. Um curto mas excelente apontamento.

Um @bração do
Zecatelhado