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Pessimista, quem eu?

Parecem bandos de ratos, rabeando a tentar caçar o próprio rabo sem sucesso.
Eruditos, ricos e abastados, sapientes Messias que não logram descortinar a realidade, tudo acusam, tudo repelem, são eles os filhos da aurora que tarda em desabrochar.
Pessimismo, bebe-se pessimismo com a mesma facilidade com que se toma um copo da água que também nos vão privatizar.
Serão afinal as elites as tomadoras do pessimismo que nos invade como um vírus virulento?
Não serão as elites que nos vêm tomando a cidadania, que nos vêm alienando a nacionalidade, a troco de pouco mais que um prato de lentilhas?
Que é da nossa tradicional agricultura de “sobrevivência”, das pescas artesanais, das laboriosas classes operárias que sempre porfiaram a troco de muito pouco.
O sistema capitalista está moribundo, está esgotado e procura sem tino um destino novo.
Não é por acaso que as previsões do FMI apontam um crescimento Mundial tendo como base o desenvolvimento de países como a Índia e a China.
Então estou eu louco ao não acreditar nas nossas elites, políticas, económicas, sociais intelectuais e até sindicais?
Será o pessimismo das elites que vem importunando os Portugueses, ou o despertar da ralé que vem tornando num inferno o oásis dessas elites?


Comments

Estava pensando muito parecido, ao assistir ao 'Prós e Contras' da noite.

Como poderia a ralé acreditar nas elites pensadoras que ali debitam qualquer coisa e o seu contrário, tal e qual como esses ratos rodando atrás da cauda?

Ora aí está uma grande questão!...

Um abraço,
Francisco Nunes

Pois!
É exectamente isso.

Um abração do
Zecatelhado

bem observado! o pessimismo deles resulta do facto de a "ralé" ter começado a morder-lhes a jogatana...