A liberdade de expressão é
A publicitação do nosso pensamento.
A publicitação do nosso desagrado.
A manifestação da nossa revolta contra as injustiças.
E estas não requerem o ónus da prova, porque fazem parte da nossa própria vida, do nosso ideário enquanto homens/mulheres livres.
O mesmo certamente não se poderá aplicar, quando expressamos acusações a indivíduos ou à colectividade.
Quando um jornal publicita informações, dadas como seguras em nome de uma qualquer tropelia à lei, está a prestar um serviço à comunidade, está a manifestar o seu desagrado face a práticas, que a própria sociedade condena.
O que ainda espanta, é aquela espécie de inquisição, promovida ao que tudo indica pelo senhor provedor de Justiça, que em nome desta, manifesta maior preocupação na punição do veículo transmissor da noticia, do que na falta grave que lhe deu origem.
Em tempos e sobre os acontecimentos que afinal estão na origem de toda esta sujeira, expressei no blogquisto a minha preocupação, face ao que então considerava uma cabala contra Ferro Rodrigues e o PS.
O desenrolar da novela, acrescida da manifestação pública do Dr. Marques Mendes e de outros sectores da sociedade política, de apoio ao senhor provedor, inquieta qualquer cidadão menos distraído.