Há momentos na vida de um homem, em que uma sucessão de acontecimentos lhe acabam por tolher a vontade humana de comunicar.
Nada de recolhimentos intelectuais, nada de introspecções psicanalíticas, afinal o mundo gira e este recanto da terra, contínua inexoravelmente tentando sobreviver.
É bem verdade que temos um novo presidente da república, embora não ainda uma maioria e um presidente, mas pouco faltará certamente.
Olhando em redor, o que se escuta é a mesmíssima ladainha dos que nada têm e almejam algo e o ruído quase ensurdecedor, dos que temem perder alguns dos privilégios de que têm sido usufrutuários, diria, quase permanentemente.
O Mundo gira em torno do seu eixo, há quem soletre, “o eixo do mal”, numa tentativa vã de apresentar o seu eixo como o bom e o dos outros como o do mal.
De França surgem ecos do movimento estudantil contra a repressão do grande capital como a pretender avivar a memória de alguns mais distraídos, de que Maio não está assim tão longe.
Cá por casa, um novo coração palpita, afastado ainda das convulsões avulsas que a sociedade de consumo nos impõem, mas pertinente, a recordar que podemos estar mais idosos, mas não podemos descurar a guarda nem calar os aviltamentos.