Lutarei sempre por ela.
Na minha rua já não há sossego.
Abstenho-me de ir por aí!
Vou dar uma volta maior, que se lixe.
Livro-me dos medos que a vagabundagem nos provoca
Evito os sobressaltos de ser confundido com um marginal, pelos diligentes policias.
Logo evito a vizinhança, sempre à espreita para ver quem vem.
Sempre posso parar o carro noutra rua, evito os riscos do costume
Pese embora outros possam ocorrer.
É isso!
Abstenho-me de ir por aí!
Abstenho-me de ir por aí?
Então e depois, já não posso cruzar o meu olhar com a vizinha do prédio ao lado.
Já não passo frente ao café do meu quotidiano, onde tomo a bica e compro cigarros.
Deixarei de escutar os impropérios contra o sistema, que o senhor Antunes (reformado) tanto gosta de proferir, entre dois golos de cerveja e algum murro na mesa.
É isso, abstenho-me uma ova, a rua é a minha rua e lutarei sempre por ela.
Comments
Obrigado joão pela a visita ao meu canto da weblog.
Abestenção não será o virar as costas ao objectivo seja ele qual for? Eu também, nunca me abestive seja qual for a opinião.
O meu abraço
paulo
Posted by: Paulo | março 26, 2006 09:13 PM
Descuklpa troquei o teu nome, em vez de Gonçalves escrevi joão. Ou escrevi bem?
Deixo o meu abraço
paulo
Posted by: Paulo | março 26, 2006 09:15 PM
estava ver... sempre que se pode dá-se-lhes na corneta!
Posted by: hammer | março 27, 2006 12:31 PM
Nem mais!
Zec da Nau
Posted by: Zeca da Nau | abril 2, 2006 01:19 AM