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abril 29, 2006

O Estado Previdência, a Imprevidência dos Governos, a imponderabilidade dos Cidadãos.

Na aparência, esta antiga questão da “falência” da Segurança Social, é um assunto de fácil resolução.

Não no modo, nem sequer na geminação de poções mágicas, que diversos governos têm procurado( iludir-nos) produzir

Estou recordado, da dívida que o governo de má memória, de Marcelo Caetano, contraiu para financiar as guerras de África, junto da Segurança Social de então, que julgo chamar-se nessa altura Caixa Nacional de Pensões.

Mas não vem ao caso presente, porque aquilo a que se assiste hoje, de há 32 anos a esta parte, é a irresponsabilidade (oportunismo) dos diversos governos, que deitando mão dos fundos da Segurança Social, para fins que lhe não seriam próprios, se absteve de financiar o “Estado Previdência”, financiando tudo quanto é pensão social com as verbas cativadas junto dos trabalhadores no activo e das suas entidades patronais, descapitalizando irremediavelmente a Segurança Social.

Curioso é verificar que os doutos “Patrões dos Sindicatos” se calam perante esta verdade incontestável.

E pouca relevância tem, os que agora estão contra o estado previdência, pois esquecem-se, que é com os dinheiros dos nossos impostos que estas animalárias se vêm alimentando, sobrando muito pouco para as inquestionáveis funções Sociais do Estado e mais grave, roubando todos quantos ao longa da sua vida muito contribuíram na expectativa de sobrevirem a uma velhice merecida.

Quem de algum modo, julga entender as “boas intenções deste ou de qualquer outro governo, sobre a Sobrevivência da Segurança Social à margem da realidade, estará olhando o Sol com uma peneira e cegará quando menos espera.

Não basta obrigar os faltosos a cumprirem em pé de igualdade com os que cumprem, os governos têm sido um sorvedouro dos dinheiros públicos e não hesitam em distribuí-lo por todos quantos não são carenciados, em prejuízo dos que mais cumprem e mais carecem.

abril 28, 2006

Subtil (mente).

A forma do primeiro-ministro de Portugal, ao abordar no parlamento, as questões da (In) Segurança Social.

Qualquer cidadão sem problemas auditivos ficou a saber na hora, o que se apronta.

Para Carvalho da Silva da CGTP, ficou claro.
Para João Proença da UGT, já estava claro.

Com “patrões dos sindicatos” desta qualidade, quem é que precisa de advogados do “diabo”?

abril 27, 2006

DOIS EM UM (não é publicidade)

Eu diria sem rebuço, que o discurso de Cavaco Silva a 25 de Abril estava conluiado com o discurso de José Sócrates a 27 de Abril.

Mas isto sou eu a imaginar coisas…

A 25 de Abril de 2006

Comemoraram-se 32 anos sobre o derrube da ditadura fascista e 30 anos sobre a aprovação da Constituição que (apesar de algumas alterações e de poucos a cumprirem à letra) nos rege desde então e que consagra as liberdades que vamos tendo, até esta que me permite explanar o que me ocorre a cada momento, sem temer que a polícia politica me invada o lar e a cidadania.

Num largo passeio pelos blogues que visito habitualmente, curiosamente, não detectei nenhuma referência à segunda efeméride.

Pelo contrário, o que se denota é um sentimento de tristeza, pelo fracasso das esperanças, eventualmente colocadas acima da fasquia que o País permitiria. Salvaguardando naturalmente a justeza das aspirações de cada um.

Historicamente, seremos um Povo dócil, que amansa com relativa facilidade.

Permitimos com uma atitude conciliatória e com os denodados complexos de esquerda, que os mais favorecidos, quiçá os mais oportunistas, se elevem sobre o nosso esforço, sobre o nosso bem-estar, sobre o nosso próprio futuro.

Há por aí quem reconheça como de esquerda, com a maior naturalidade, ou a maior imbecilidade, o discurso de Sua Excelência o Presidente da Republica, aquando das comemorações do 25 de Abril.

Perante isto e não fosse as forças físicas já não serem o que eram, certamente que iria colocar uma velinha num qualquer “altar”, no sentido do retorno de uma qualquer ditadura, afim de uma vez por todas, arregaçar as mangas e acabar com os privilégios daquela minoria, dita de “esquerda” e de direita, que nos vem sugando o pouco que nos resta.

abril 25, 2006

Sua excelência, o Presidente de alguns cidadãos.

O auto apelidado “Presidente de todos os Portugueses”, não contraria de modo nenhum a ideia que sempre tive sobre a sua figura.
Hoje ficou demonstrado, quer na sua postura, quer no seu discurso, que ele não sente os anseios da maioria da população Portuguesa.
Presidente de todos os Portugueses, combate à exclusão, tretas, que porventura podem empolgar os mais ricos, mas não contribuem hoje, como não contribuíram ontem, para o tal combate à exclusão.
Assim como o vulgar funcionário público, pago pelos nossos impostos, também o mais alto dignitário da nação, igualmente pago com os nossos impostos, deveria manter uma postura de respeito para com os seus concidadãos

Reconhecimento

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Porque vieste em Abril
e nada pediste.

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O meu reconhecimento...

abril 24, 2006

QUER QUEIRAM OU NÃO, ABRIL VIVE.

Não me cansarei jamais, de evocar o quão importante foi para a sociedade Portuguesa o levantamento militar de 25 de Abril de 1974.

Podemos com muita razão estar deprimidos, face à esperança “colocada muito alto e” que tarda em realizar-se.

O acumular de erros, mesmo assim, não torna inútil o sacrifício de uns tantos, nem sequer o sangue derramado naquele dia por um punhado de jovens ávidos de justiça.

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É bem verdade, que a 25 de Abril de 1974 já o poder havia caído, com a guarda de Marcelo Caetano pelas tropas de Salgueiro Maia, ali no Largo do Carmo. Mas eu senti nesse dia, nessa hora, que a liberdade tão ansiada e tão proclamada não estava presente, pese embora as lágrimas e os gritos de alegria que brotavam dos olhos e gargantas do cidadão anónimo.
O último bastião do regime opressor, a muleta que lhe servia de suporte tardava a cair.
Foi necessário que um grupo de Portugueses e Portuguesas tomasse de assalto a R. António Maria Cardoso, que muitos deles caíssem vítimas da besta fascista, para que por fim, as tropas do MFA tomassem conta do edifício sede da sinistra DGS.
Então sim, pude encarar ainda que com alguma dor fisica, a realidade que tinha ante os olhos.
A ditadura havia tombado para sempre.

abril 23, 2006

Fui detido

à quarenta anos.

Nada fiz ou proclamei que pudesse ferir os sentimentos “puritanos” da classe dominante.

Simplesmente o paisano embirrou com a minha cara.

Estava calmamente, “parado”, com mais dois camaradas de trabalho, ali na praça do Chile, bem junto de dois engraxadores onde os dois camaradas limpavam os sapatos.

Embirrando com um dos engraxadores, o paisano pretenderia levar o homem para a esquadra de Arroios, ante a sua recusa, acabei por ser eu o alvo dos “vapores” do referido paisano.

Ante ameaças veladas e sugestões para que fugisse, (vê lá se foges dou-te um tiro) chegámos por fim à esquadra de Arroios.
Entre acusações de “tedy boy” e de malandro, lá fui sendo empurrado para o interior da dita.
Tive sorte, não violaram a minha integridade física.
Duas horas depois estava cá fora, o sujeito que parecia mandar ali, veio ter comigo com uma cara de “pau”, muito chateado e mandou-me embora.
Olhando-o nos olhos, acabei por lhe perguntar:
-E agora?
Ao que o tal sujeito que parecia mandar ali, retorquiu:
-Agora! Vai-te embora antes que me arrependa…

abril 21, 2006

21 de Abril de 2006

Hoje ao escutar certas noticias, dei comigo a recordar os tempos idos, numa célebre manifestação na baixa Lisboeta, contra o regime.

À irreverência da juventude nunca faltou imaginação, recordo que contra os canídeos da polícia, eram utilizados inocentes gatinhos, previamente ensacados, para na hora, serem libertos e tentar assim distrair os cães da polícia de choque.

Contra os canhões de água Azul, que dificilmente sairia das roupas atingidas, ao mesmo tempo que serviria para identificar e aprisionar todos quantos a exibissem, eram as pedras da calçada Lisboeta que serviam de arma de arremesso.

Difícil mesmo, era escapar das bestas da GNR, dos seus cavalos e dos seus sabres afiados, nem sempre bem manejados, o que ocasionalmente provocava feridas difíceis de sarar.

É verdade, que aqueles que eram despertos ainda antes do galo cantar e arrastados para as masmorras da PIDE, têm muito mais para contar, apenas calam a vergonha de haverem “oferecido a outra face”, num dado dia de Abril.

SETE e ½

Será porventura o número exacto que falta para desvendar o “mistério”.

A coisa até parece que está parada, mas na verdade, apenas acompanha a velocidade que a justiça quando quer, sabe impor a certos andamentos.

Só faltava esta definição de incapacidade encapotada, para justificar o que todos sabem…

Mas será que não existem técnicos capazes de “violarem” os computadores dos jornalistas, ou trata-se apenas de um caso de ilegalidade a aguardar pela legalidade?

Totó (s) acabamos por ser quase todos…

abril 19, 2006

A MAIS PARA MENOS, OU A MENOS PARA MAIS.

Seria quase uma dúvida existencial.
Se o País não fosse Portugal.

abril 16, 2006

A FOME QUE ABRIL HERDOU

A fome no País de Abril, não se diferencia quer em género, quer em quantidade, da fome nos meus tempos de menino e moço.
É bem verdade, que as portas que Abril abriu, renovaram a esperança e de alguma forma, mitigaram as carências da sub nutrida população do litoral ao interior deste pobre País.
Não é menos verdade, que a miséria deu lugar à “luxúria” e esta vem cedendo terreno ao endividamento e à miséria.

O governo do estado, desde então, assumiu o seu papel social, quer estendendo as reformas a quem as não tinha (as pensões sociais) quer com outros apoios aos mais carenciados.

Coisa pouca convenhamos, face ao desespero de alguns e ao oportunismo de outros.

Amigos desta imensa “colmeia”, (está aceite o desafio, Paulo 2 Rosas) debruçaram-se sobre o tema e sobretudo, procuram valorizar o papel muito determinante de uma ONG que se dedica de corpo e alma a mitigar a fome de muitos Portugueses.

alimente esta ideia.jpg
CLIK na imagem e saiba como.

Não é fácil, recolher o maior número possível de donativos, armazená-los e proceder à sua distribuição.
Tenho para mim, que subsiste todo um clima de honestidade por parte daquela ONG “O Banco Alimentar Contra a Fome”, pelo que todo o tipo de apoio que lhes possamos prestar é por demais indispensável.
Mas devemos estar alerta e tanto quanto possível, denunciar junto daquela organização, qualquer tropelia que tenhamos conhecimento.


abril 12, 2006

Abril 1974

Não caí da cadeira.
Isso foi o outro.

Que a sua “alma” descanse no inferno, pese embora as tentativas de "ressurreição" que por aí vão tentando.

É bom que a história não seja apagada das nossas memórias, que dela nos não envergonhemos (apesar do que muito sofremos) e que a saibamos transmitir aos mais novos.

Hoje, aos idosos sempre abandonados, cabe um nico da solidariedade social, na forma de uma reles pensão de menos de 200 euros.

Naquele tempo, até uma côdea de pão tinham de mendigar.

23 De Abril de 1974, uma data a não esquecer, para que o seu retorno seja impossível.

Até me espanta, como tantas pessoas se tornam decentes, após tantos traumas nas suas infâncias.

Um bom Pai de família, já não é o que deveria ser.

Talvez seja essa a razão (e tantos sociólogos na sua procura) para o incremento/aumento da criminalidade juvenil.

Pudera, quando se aplaude a violência!

Que importância tem afinal que a criança seja portador de uma qualquer deficiência.
Não pugnamos pela realidade, todos diferentes todos iguais?

É verdade que (E PERDOEM-ME A CRUELDADE) (mas face à crueldade praticada, esta será bem menor) um “maluquinho” dificilmente se tornará num grande marginal, embora não tenha tanta certeza que não possa vir a tornar-se num mau Juiz.

abril 10, 2006

MENOS UM FACHO...

A confirmarem-se as projecções, Romano Prodi será o próximo primeiro-ministro Italiano.
Isto significa, que alguém pode ir plantar cannabis, sobre as cinzas dos Democratas vitimados pelos correligionários “camisas negras”do sr. Berlusconi.

abril 06, 2006

Há que não temer usufruir

É por demais evidente, que quem compra um CD de música, pode (apesar das dificuldades que muitas empresas vinham (vêm) colocando) gravar uma cópia para fins não comerciais.
É igualmente evidente, que muitas rádios locais e nacionais permitem (ao não recorrerem a comentários) que se faça uma cópia não comercial, da música que passa.

É ainda evidente, que mesmo nos filmes, nada impede que qualquer cidadão faça uma cópia não comercial, de um qualquer filme que passe num qualquer canal da TV.

Assim sendo, o que os “corsários” pretendem com esta (pseudo) investida contra os cibernautas, é, não acabar com o “descarregar”, mas abrir portas a uma investida séria contra a liberdade de expressão.

Há que não ter medo. Há que estar preparado contra as sinuosas manobras do grande capital. Quem tem por costume ouvir música na Internet e gravá-la (para mais tarde recordar) nada terá a temer.

A impotência, face à crescente proliferação de actividades comerciais paralelas, não vai certamente servir de mote, a algum ataque desenfreado de alguma mente doentia sobre o quotidiano dos cibernautas, que gozam de pleno direito, um serviço pago quase a preço de “caviar”.

abril 04, 2006

Os Blogues, a defesa da democracia e os sonhos

Temos quase como uma dávida, não dos céus (o quer que isso possa representar) mas da sociedade consumista, dita democrática, que acaba por nos permitir esta distracção.

Forma assaz curiosa, de nos manter activos na oposição às tropelias do poder vigente este e todos quantos por cá passaram.
Na prática, acabamos por esgrimir pontos de vista, ideias soltas, criticas mordazes umas, contundentes outras. Mas não mais do que isso.

É verdade, que em certas circunstâncias acabamos por nos digladiarmos uns com os outros, deixando verdadeiramente incólumes os novos (recauchutados) senhores da democracia.
Afinal, eles não sentem grande dificuldade em passar ao largo das manifestações mais ou menos cordatas na blogosfera.

Uma vez mais, eleva-se a voz dos descontentes em França, em acções de rua prontamente perturbadas (para descrédito) por elementos pouco racionais ao interesse colectivo.
A manobra do “colégio” todo poderoso na Europa da comunidade, passa pela aplicação de um modelo de exploração, que sobrevivendo à carta magna (constituição Europeia) rejeitada por alguns sectores daquela comunidade, vem sendo aplicada passo a passo, num espectro mais individualista (nacionalista), para mais tarde se estender a toda a comunidade Europeia.
Seria aqui, a meu ver, que as organizações estudantis e sindicais de todos os países da CE, teriam uma palavra a dizer, no partilhar das preocupações dos cidadãos Franceses e demonstrar inequivocamente a rejeição de políticas anti-sociais.
Mas isto, sou eu apenas a sonhar…