O Estado Previdência, a Imprevidência dos Governos, a imponderabilidade dos Cidadãos.
Na aparência, esta antiga questão da “falência” da Segurança Social, é um assunto de fácil resolução.
Não no modo, nem sequer na geminação de poções mágicas, que diversos governos têm procurado( iludir-nos) produzir
Estou recordado, da dívida que o governo de má memória, de Marcelo Caetano, contraiu para financiar as guerras de África, junto da Segurança Social de então, que julgo chamar-se nessa altura Caixa Nacional de Pensões.
Mas não vem ao caso presente, porque aquilo a que se assiste hoje, de há 32 anos a esta parte, é a irresponsabilidade (oportunismo) dos diversos governos, que deitando mão dos fundos da Segurança Social, para fins que lhe não seriam próprios, se absteve de financiar o “Estado Previdência”, financiando tudo quanto é pensão social com as verbas cativadas junto dos trabalhadores no activo e das suas entidades patronais, descapitalizando irremediavelmente a Segurança Social.
Curioso é verificar que os doutos “Patrões dos Sindicatos” se calam perante esta verdade incontestável.
E pouca relevância tem, os que agora estão contra o estado previdência, pois esquecem-se, que é com os dinheiros dos nossos impostos que estas animalárias se vêm alimentando, sobrando muito pouco para as inquestionáveis funções Sociais do Estado e mais grave, roubando todos quantos ao longa da sua vida muito contribuíram na expectativa de sobrevirem a uma velhice merecida.
Quem de algum modo, julga entender as “boas intenções deste ou de qualquer outro governo, sobre a Sobrevivência da Segurança Social à margem da realidade, estará olhando o Sol com uma peneira e cegará quando menos espera.
Não basta obrigar os faltosos a cumprirem em pé de igualdade com os que cumprem, os governos têm sido um sorvedouro dos dinheiros públicos e não hesitam em distribuí-lo por todos quantos não são carenciados, em prejuízo dos que mais cumprem e mais carecem.



