« Sua excelência, o Presidente de alguns cidadãos. | Main | DOIS EM UM (não é publicidade) »

A 25 de Abril de 2006

Comemoraram-se 32 anos sobre o derrube da ditadura fascista e 30 anos sobre a aprovação da Constituição que (apesar de algumas alterações e de poucos a cumprirem à letra) nos rege desde então e que consagra as liberdades que vamos tendo, até esta que me permite explanar o que me ocorre a cada momento, sem temer que a polícia politica me invada o lar e a cidadania.

Num largo passeio pelos blogues que visito habitualmente, curiosamente, não detectei nenhuma referência à segunda efeméride.

Pelo contrário, o que se denota é um sentimento de tristeza, pelo fracasso das esperanças, eventualmente colocadas acima da fasquia que o País permitiria. Salvaguardando naturalmente a justeza das aspirações de cada um.

Historicamente, seremos um Povo dócil, que amansa com relativa facilidade.

Permitimos com uma atitude conciliatória e com os denodados complexos de esquerda, que os mais favorecidos, quiçá os mais oportunistas, se elevem sobre o nosso esforço, sobre o nosso bem-estar, sobre o nosso próprio futuro.

Há por aí quem reconheça como de esquerda, com a maior naturalidade, ou a maior imbecilidade, o discurso de Sua Excelência o Presidente da Republica, aquando das comemorações do 25 de Abril.

Perante isto e não fosse as forças físicas já não serem o que eram, certamente que iria colocar uma velinha num qualquer “altar”, no sentido do retorno de uma qualquer ditadura, afim de uma vez por todas, arregaçar as mangas e acabar com os privilégios daquela minoria, dita de “esquerda” e de direita, que nos vem sugando o pouco que nos resta.

Comments

O Presidente, segunda a sua lógica de exercício do cargo (a mesma que foi seguida por Sampaio) pode-se dar ao luxo de fazer "discursos" de esquerda... Sampaio também resolvia tudo com um discurso e alijava as suas pesads responsabilidades remetendo para os seus discursos (inócuos e demasiado dispendiosos para o País). Na verdade, para ter um declamador de discursos, de vez em quando e um "corta fitas", o País não necessita de gastar tanto dinheiro como se gasta com este cargo...
Mas é isso que Cavaco se prepara para fazer... até para não levantar ondas... falar é fácil. Eu faria muito melhor...