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O Estado Previdência, a Imprevidência dos Governos, a imponderabilidade dos Cidadãos.

Na aparência, esta antiga questão da “falência” da Segurança Social, é um assunto de fácil resolução.

Não no modo, nem sequer na geminação de poções mágicas, que diversos governos têm procurado( iludir-nos) produzir

Estou recordado, da dívida que o governo de má memória, de Marcelo Caetano, contraiu para financiar as guerras de África, junto da Segurança Social de então, que julgo chamar-se nessa altura Caixa Nacional de Pensões.

Mas não vem ao caso presente, porque aquilo a que se assiste hoje, de há 32 anos a esta parte, é a irresponsabilidade (oportunismo) dos diversos governos, que deitando mão dos fundos da Segurança Social, para fins que lhe não seriam próprios, se absteve de financiar o “Estado Previdência”, financiando tudo quanto é pensão social com as verbas cativadas junto dos trabalhadores no activo e das suas entidades patronais, descapitalizando irremediavelmente a Segurança Social.

Curioso é verificar que os doutos “Patrões dos Sindicatos” se calam perante esta verdade incontestável.

E pouca relevância tem, os que agora estão contra o estado previdência, pois esquecem-se, que é com os dinheiros dos nossos impostos que estas animalárias se vêm alimentando, sobrando muito pouco para as inquestionáveis funções Sociais do Estado e mais grave, roubando todos quantos ao longa da sua vida muito contribuíram na expectativa de sobrevirem a uma velhice merecida.

Quem de algum modo, julga entender as “boas intenções deste ou de qualquer outro governo, sobre a Sobrevivência da Segurança Social à margem da realidade, estará olhando o Sol com uma peneira e cegará quando menos espera.

Não basta obrigar os faltosos a cumprirem em pé de igualdade com os que cumprem, os governos têm sido um sorvedouro dos dinheiros públicos e não hesitam em distribuí-lo por todos quantos não são carenciados, em prejuízo dos que mais cumprem e mais carecem.

Comments

Mais nada!!!! É exactamente isso.

Um @bração do
Zeca da Nau

Sem mais.

Mas poucos entendem isso, estamos habituados a pagar e calar.

"os governos têm sido um sorvedouro dos dinheiros públicos e não hesitam em distribuí-lo por todos quantos não são carenciados, em prejuízo dos que mais cumprem e mais carecem"... alimentando e garantindo impunidade à corrupção, ao compadrio, ao tráfico de influências... atribuindo-se reformas e pensões de valor escandaloso, com argumentos falsos, falaciosos e criminosos... permitindo e praticando acumulações de reformas e pensões com vencimentos de valor elevado, como é o caso do actual Presidente, sem terem em conta a opinião dos cidadãos... Sustentando, indevidamente, um parlamento com demasiados deputados inúteis e onde 87 deles nem sequer foram eleitos. O Parlamento absorve 10% da despesa e a valoração da abstenção permitiria poupar mais de 40% desse valor...
Além disso, relativamente às reformas e pensões de valor escandaloso:
"Descontaram para ter essas reformas? Mentiiiira!
O máximo que um trabalhador desconta é 11,5% do vencimento. Estamos a falar de pessoas que começaram a descontar tarde (ao contrário de mim que comecei em 1962, com menos de treze anos...), pelo menos neste nível de remunerações. Mas, mesmo admitindo que tiveram, sempre, estas remunerações, terão descontado, por mês, cerca de 635 €uros, (considerando a maioria dos casos; ou seja um vencimento de 5 500€uros).
Mas, aumentemos o vencimento correspondente a estas reformas para 6 500€uros. Teremos um desconto mensal de cerca de 750€uros... Numa boa parte destes casos também estamos a falar de pessoas que terão mais tempo de reforma do que tiveram de carreira contributiva... Ou seja, se lhes fossem pagas reformas de 1 200€uros a 1 500€uros ainda receberiam demais, para o que descontaram...
Ora, se em relação a um trabalhador normal, que ganhe 700 ou 800 €uros e que fique com uma reforma de 650€uros, é óbvio que a diferença entre o que descontou e o que recebe de reforma será sempre inferior aos mesmos 700 ou 800 €uros, enquanto que, nestes casos aqui denunciados, essa diferença é superior a 4 000€uros; ou seja, esta diferença é superior a 5 daquelas reformas. É que estamos a falar de reformas, de a sociedade manter pessoas que deixam a vida activa (deixam de produzir), de segurança social, de solidariedade... tudo coisas incompatíveis com essa lógica de gangsters..."

Dou-te mil vezes razão. Caramba, haja quem diga aquilo que tem que ser dito!
Um abraço

Pois é... não basta pretender mudar só os governos, é preciso mudar tambem o "governo" dos sindicatos