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QUER QUEIRAM OU NÃO, ABRIL VIVE.

Não me cansarei jamais, de evocar o quão importante foi para a sociedade Portuguesa o levantamento militar de 25 de Abril de 1974.

Podemos com muita razão estar deprimidos, face à esperança “colocada muito alto e” que tarda em realizar-se.

O acumular de erros, mesmo assim, não torna inútil o sacrifício de uns tantos, nem sequer o sangue derramado naquele dia por um punhado de jovens ávidos de justiça.

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É bem verdade, que a 25 de Abril de 1974 já o poder havia caído, com a guarda de Marcelo Caetano pelas tropas de Salgueiro Maia, ali no Largo do Carmo. Mas eu senti nesse dia, nessa hora, que a liberdade tão ansiada e tão proclamada não estava presente, pese embora as lágrimas e os gritos de alegria que brotavam dos olhos e gargantas do cidadão anónimo.
O último bastião do regime opressor, a muleta que lhe servia de suporte tardava a cair.
Foi necessário que um grupo de Portugueses e Portuguesas tomasse de assalto a R. António Maria Cardoso, que muitos deles caíssem vítimas da besta fascista, para que por fim, as tropas do MFA tomassem conta do edifício sede da sinistra DGS.
Então sim, pude encarar ainda que com alguma dor fisica, a realidade que tinha ante os olhos.
A ditadura havia tombado para sempre.

Comments

O mais importante de tudo: o fim de uma Ditadura CADUCA!

O regime estava tão podre, que poucos o defenderam.

E gosto muito do título do post.
32 anos e muitas desilusões desde aquele Abril, a lembrança resiste no coração.

Lamentávelmente os jovens que não tiveram a verdadeira noção do que foi viver na ditadura, assumem uma postura preocupante e decepcionante para nós que a vivemos. Um abraço do Raul

Subscrevo.

Um @bração do
Zeca da Nau

Lembro-me que neste dia, o meu Pai chorou!

Um abraço

caíram mesmo em definitivo, mas ficaram uns pedaços...