" /> Querem é mama: maio 2006 Archives

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maio 31, 2006

O coro das Ninfas

M.& M.
- Que remédio deste aos Portugueses contra o desespero?

Sr. Silva
-Dei-lhes uma esperança infinita no Futuro

(adaptado da peça Prometeu Acorrentado, de Ésquilo)

My Lay

Depois da aldeia Vietnamita em 1968

Haditha - Iraque 2005

“Un oficial de EEUU revela que la investigación oficial ha encubierto las autopsias de las víctimas de Haditha”
(elmundo.es)
E a besta continua na sua marcha louca contra a humanidade…

maio 30, 2006

Europa antropófaga

A liberdade individual de cada um, não passa de uma tentação para os ditadores de opereta.

Na sua vertente mais desprezível, aquela Europa “dos cidadãos” prepara-se para lucrar com a liberdade “internauta” de cada um.

Taxar o uso de E-mail e de SMS, para lá dos custos propriamente ditos de acesso à Internet ou telefone.

Países onde a liberdade de expressão é fortemente reprimida, onde as populações não têm acesso livre a este meio de comunicação universal, onde as grandes multinacionais tudo fazem em solidariedade com aquela repressão, são criticados oportunistamente, por maioria de razões.

Fica-nos agora a certeza, que desta Europa antropófaga, o primeiro passo para restringir as nossas liberdades individuais está já em curso.

maio 29, 2006

Questões de avaliação

Será assim a modos que uma cenoura luzidia, entregue aos encarregados de educação para desconsolo de muitos professores.

Não sei o que estes temem nesta prometida avaliação.

Mas estou certo que os melhores professores vão continuar a ter os melhores alunos.
Que os professores mais novos vão continuar a ter os alunos mais problemáticos.

E a vida continua…

A Weblog e o Querem é mama

A mensagem que surge (ia) na caixa de comentários do “Querem é mama” é alheia à vontade do autor do Blog.

Um especial agradecimento à Lique que me alertou para a situação e um pedido de desculpas a todos quantos fazem desta casa um ponto de passagem.

Alertados os responsáveis pela Weblog, esperemos que a situação esteja resolvida.

maio 28, 2006

Reduzir há minha (dele) estatura.

Ao Ministro Teixeira dos Santos, aberta que foi a porta pelo deputado Marques Mendes, mais não resta que diminuir os funcionários da administração central, na proporção exacta daquele.

De modo físico, de modo político, de modo coerente.

Mas depois não se venha queixar da falta de qualidade dos funcionários da administração central…

Civilização ultrapassada pela direita.

O panorama normal da circulação rodoviária na AE2 é similar a muitas outras zonas do País, em hora de ponta, filas compactas, aqui e ali “furadas” pelos sem vergonha que circulam impavidamente pela berma.

Mas não se trata apenas de cidadãos sem vergonha, anónimos apressados, para quem o seu semelhante será um ser inferior.

Também há quem abusivamente, faça uso dos meios colocados à sua disposição para um trabalho sério, pago pelos dinheiros dos contribuintes e se aproveite em benefício próprio dessas facilidades para achincalhar o seu semelhante.

Será certamente o caso do utilizador de uma viatura descaracterizada, que sistematicamente faz uso da “lanterna azul” na sua circulação pela berma da AE2, ante a passividade de agentes da BT ocasionalmente deslocados para ali.

maio 27, 2006

O crime nem sempre compensa.

Tendenciosamente sempre muito protegido, Schumacher viu agora posta a nu algumas das suas trapalhices.
Pode ser que Schumacher aprenda a lição…


Ai Timor.

Um sonho intranquilo, constantemente quebrado por cedências e cedo abandonado por grupos desinteressados.

De Timor fica-nos a dor do seu povo, com a pior de todas as agravantes, o de falar Português apesar de todas as desvirtuações.

Há sempre um misto de solidariedade e preocupação, pese embora a distância e as poucas falas ou escritas que abonem o real sentir daquele povo.

Não é fácil tentar entender alguns porquês, muito embora a desconfiança natural, aponte definidamente os contornos do dia tornado noite pela vontade de muito poucos.

Fica-nos uma certeza, a de que o primeiro-ministro de Timor está comprometido com a actual situação, dada a sua aparente fraqueza demonstrada na conferência de imprensa e que o presidente não o está menos, dado o adiar de uma tomada de posição firme e eficazmente esclarecedora e simultaneamente apaziguadora.

Mas o guerrilheiro Xanana, depois da prisão em Jacarta, perdeu a fiabilidade.

Penso que se salva para já a atenção do M.N.E de Portugal relativamente ao seu homólogo Australiano, obrigando este, a justificar num lesto sossegar de ânimos, pouco convincente valha a verdade, a bondade da ajuda Australiana.

O destino daquele povo devia estar nas suas próprias mãos, mas levado ao engano, embarcou na nau do perdão e está à beira do naufrágio.
Tem de existir em Timor, alguém que ame o seu próprio povo e que o lidere na dura jornada pela emancipação.

Se assim não for, os oportunistas que se acotovelam quais abutres sobre a presa moribunda nada deixarão.

maio 26, 2006

Liberalização

Liberalização na propriedade física das farmácias.
Ok!
Valha-nos que por enquanto tanto quanto sei, o ouro negro não entra na composição das drogas (medicamentos) habitualmente vendidas nas ditas.


maio 25, 2006

Contadores grátis, matreirice…

Por iniciativa de um deputado do PS, pode vir a acabar a treta do pagamento dos alugueres de contadores, ou assinatura nos contratos de fornecimento de; água, gás, electricidade e telefone fixo.

Mas o engraçado, é que tem de ser assumida outra nomenclatura, para a taxa aplicada sobre estes serviços.

Nas facturas do SMAS, fornecedor de água na minha zona, os valores cobrados pelo consumo da dita é 25% inferior ao valor das diversas taxas aplicadas, (significa que pago mais de taxas do que de água consumida), não estando nenhuma destas incluídas na nomenclatura do projecto de lei.

Quanto à EDP, omisso na taxa de aluguer de contador, aplica uma taxa de exploração de mais ou menos 5,5 euros mensais. Não contando com as taxas de Exploração e para o audiovisual.

Sobre a PT, todos sabem que é um escândalo o pagamento da assinatura, já que na maior parte das situações, apenas a linha de cobre é utilizada, sendo as chamadas encaminhadas para outro operador.

A ser aprovada esta medida, que se deveria aplaudir, terá forçosamente de incluir uma qualquer cláusula, que proíba qualquer alteração de tarifa ou de taxas que estejam em vigor.

“EL GRECO”

Tropeçou em Portugal, na não existência de meios nas forças policiais para combate à corrupção.

Tretas deviam ter tropeçado na realidade.
Em Portugal a corrupção está de tal modo instalada, que apenas dois em cada cem casos de menor importância têm direito a processo judicial.

E mesmo assim, um safa-se…

Não será por acaso que em Portugal, tem aumentado o uso de “colarinhos brancos”.

(Grupo de Estados contra a Corrupção)

maio 24, 2006

Estamos culturalmente mais pobres.

O senhor Fraternidade deixou esta vida.
O movimento de pesar é enorme.
Não tive o privilégio de conhecer pessoalmente o Fernando.
Mas tinha algum gozo em visitar o seu blog.

Aos familiares e amigos, a expressão da minha solidariedade nesta hora difícil.

(De cada vez que um “porta-bandeira” tombar, que outro a erga bem alto.
Só assim a vida e a morte fazem sentido.)

maio 23, 2006

O “Pára-raios” Americano

No seu jeito trapalhão a administração Bush lá vem sem pezinhos de lã, anunciar o intento de proteger os aliados Europeus da possível queda de mísseis Iranianos em solo Europeu.

Nada mais simples, instalam-se na Europa umas bases de mísseis (ditos anti-missel) e já podemos (os Americanos) dormir descansados.

Tanta “generosidade”…

Descoberta a origem do H5N1

Gripe das aves.jpg
A verdadeira origem do vírus das aves….

maio 22, 2006

Não há!

Não há!
Pronto…

(Insulinas para diabéticos, antibióticos, anti-inflamatórios, tratamento de doenças cerebrovasculares e cardiovasculares, cancro, problemas dos olhos, de pele, psiquiátricos, auto-imunes, totalizam os 103 remédios que já não são fornecidos às farmácias, muitos desde 2005.) CM

Inicia-se a primeira resposta da indústria farmacêutica às políticas do M.S.

Pois é!
Existem outros…

A propaganda libertina

Todos os regimes políticos sem excepção deitaram (deitam) mão da propaganda no intuito único de sobrevalorizarem as suas pretensões desvalorizando os protestos de quem é mais atingido pelos ditames da classe dominante no momento.

Se facilmente se entende que em regimes de pouca ou nenhuma liberdade de imprensa ou de opinião, seja difícil ao comum dos seus cidadãos entender de que lado pesa mais a balança, muito embora ela denote uma maior quebra sistemática do lado dos mais fracos, já nos regimes ditos abertos, onde a liberdade de imprensa ou de opinião vai sendo consentida, tal juízo deve ser encarado com muito mais tenacidade, sentido de alerta, perspicácia e boa leitura dos porquês.
É comum nos sistemas ditatoriais, prática que vem sendo aplicada em alguns sistemas ditos democráticos, a utilização do exercício político de contra informação, desde há muito conhecida como “dividir para reinar”.

O exemplo dos funcionários da administração pública, que acabaram por ver as suas regalias sociais (quase) equiparadas aos restantes trabalhadores, não merece da minha parte nenhum comentário que não seja o de aprovação.

Mas repare-se agora, que quando se pretende aplicar a redução dos benefícios sociais aos trabalhadores do sector privado, omite-se a tese anterior de equiparar públicos e privados.

Foi fácil estabelecer como inimigos os ditos funcionários da Administração Pública.
Afinal a rotulagem que lhes vem sendo aposta, considera-os como “parasitas”, “mamões do estado”, “madraços” etc. Para que os verdadeiros “parasitas” continuem impunes na opulência, nada mais oportuno que lançar trabalhadores contra trabalhadores.

maio 21, 2006

Terminou tal como se iniciou, o congresso do 2º partido “governativo”

Agora é que vão ser elas.
Vamos ter oposição desenfreada a quem trabalha, ao PCP e ao BE.
Cuidem-se!

Isto está difícil

Para onde quer que olhe, não posso deixar de me surpreender ainda.

Somos um povo que se não existisse teria que ser forçosamente inventado.
Fico porém com algumas dúvidas se o não teremos sido na realidade.

Lamurientos em excesso, cobardolas por feitio, exibicionistas no pior sentido da palavra.

Vem isto a propósito, do excesso de viaturas que circulam normalmente pelas nossas estradas, com apenas um ocupante, o próprio condutor.
Pois bem sei que todos temos sempre uma (boa) desculpa.

Será eventualmente o caso de três “artistas”, que ontem bem cedo, rumaram juntos cada um na sua viatura, a uma das praias da Caparica.
Em fila ordenada, um à frente, outro no meio, outro logo atrás.

E depois admiram-se que alguns governantes “gozem” com alguns protestos.

maio 20, 2006

A casa onde nascemos

Não tem grande influência no nosso modo de viver.
Nem mesmo as asas da evangelização conseguem modificar comportamentos.

Quando nos tempos de Salazar se defendia que o povo queria os três “F” (Fátima, Fado e Futebol) era apenas um modo simplista de nos manter entorpecidos.

Mas esse torpor, não foi afastado radicalmente, nem mesmo com a implementação da Democracia que arrastou a liberdade de expressão, consentida.

Aquele lugar onde vivemos, está diferente para melhor.

Mantém-se o mesmo estigma dos 3 “F”.
Embora em luta desigual, a disputa de agora pode resumir-se ao combate entre apenas dois “F”, Fátima e Futebol.

Questões de evolução, questões de educação, questões de seguidismo, têm afastado o terceiro “F” da era Salazarenta.

Mas meus amigos, a verdade tem de ser dita, nada consegue arrastar multidões como os dois “F” que têm sobrevivido.

Pese embora, sejam eles próprios a reincarnação do terceiro “F”.
Efe de fod….

Vamos lá ver a bandeira do mulherio…


maio 18, 2006

Sozinho contra a besta.

Eles não sabem porque estão ali, rodeados de tantas bestas que gritam “olé”, de figurantes engalanados que rodopiam empunhando panos coloridos, de “cangurus” assanhados com ferros afiados que lhe rasgam o lombo.

Que fiz eu interiorizará o animal, estava tão sossegado na lezíria, não ofendi ninguém
nunca ataquei ninguém, sonhava com uma velhice tranquila e jogaram-me para aqui sem aviso.
Que vou eu fazer agora. Aqui rodeado deste barulho infernal, destas luzes que me cegam, destes “pirilampos” que me embriagam.
Aquele ali não é o meu tratador, está muito vistoso sobre o cavalo, “ai foda-se que me rasgaste”, meu parasita que mal é que eu te fiz para me ferires assim? Já não há justiça???
Porra que dores no lombo, devo estar dilacerado. Olha quem é aquele ali, parece um espantalho a acenar-me com aquele trapo.

Touro.jpg


Espera aí meu cabrão, se eu puder já te conto.

Questões de muros, envergonhados uns, sem vergonha outros.

O da vergonha tinha razões que a razão nunca entendeu.

Regimes diferentes dizia-se. Talvez digo eu.

Se procurar não me recordar das vozes mais criticas, sobre a construção e manutenção do tal muro de Berlim.

Um país emparedado.
Dois Países emparedados, (USA/ISRAEL)
Um mesmo regime, uma mesma política, um mesmo facciosismo, duas nações obsoletas, paradas no tempo irracional.

Há se pudessem murar a circunvizinhança, ou quiçá exterminá-la….


maio 17, 2006

Abalou

Porque tem consciência que nada pode fazer.
Porque sabe que a maioria acabará por aprovar a tal lei.
Porque sabe que CS quanto muito submeterá a dita lei ao tribunal constitucional.
Porque sabe que se ela passar, tem de alterar a estratégia dos conluios.
Estultíciamente precipitado, lá vai ter de vomitar impropérios e acabar por comer os restos…

maio 16, 2006

Baixeza de poltrão

“Rescisões amigáveis”

Qual será a estatura necessária, para um político sugerir rescisões amigáveis na administração pública?

E que significado poderá ter esta sugestão?
Amigável de que ponto de vista???

Porque não dá ele o exemplo e rescinde amigavelmente com o parlamento e já agora, levando consigo uma dúzia ou mais de tantos que por lá vegetam.

Bem depressa

Há muitos anos que se conduz em Portugal e pese embora a melhoria dos “pavimentos” que recobrem as estradas, nem sempre os seus traçados são condizentes com o volume e características do tráfego circulante e muito menos com os “microclimas de cada zona específica.
Este é um aspecto que apenas aos técnicos cabe resolver.

A cada um, compete ajuizar o seu próprio comportamento, quando se senta por detrás daquela rodinha, vulgo volante, com especial incidência para o peso do Pé direito.

É normal, que em horas de ponta se formem filas de acesso a zonas de circulação mais difícil, tomemos como exemplo os acessos às cabines de pagamento de portagens.

Não raro, assistimos a uma movimentação quase demoníaca de alguns condutores, que procuram acertar com a fila que menos veículos apresenta, sem o mínimo respeito pelos outros condutores.
Entende-se que estes condutores tenham pressa.
Mas curiosamente, acabam por ser eles quem mais tempo perde para proceder ao pagamento da portagem, ou porque não têm dinheiro trocado, ou porque nem sequer o retiraram da respectiva carteira.
Enfim…
Pressas.

maio 14, 2006

CHARLATÃO

(Com um pedido de desculpas ao Sérgio Godinho)

CHARLATÃO.JPG

maio 13, 2006

Pagar as favas

Ninguém ousará sequer esperar que os denominados partidos da oposição ao PS tenham para com alguns actos do governo, pelo menos em declarações públicas, algum assomo de simpatia.
Do mesmo modo que ninguém espera da sua parte, o corte radical nas cumplicidades assumidas.

Se o assunto é investimentos, é uma palhaçada.
Se o assunto é a não redução da despesa pública, é o desgoverno “Socialista”.
Se o assunto é as reformas do subsector estado, é a arrogância “Socialista”.
Se o assunto é o encerramento de maternidades, é o anti patriotismo dos “Socialistas”.

Entendo, que as oposições têm pouco espaço de manobra para atrair as atenções
dos cidadãos.
Apenas porque lhes falta seriedade na postura política.
Apenas porque lhes falta honestidade democrática.

São costumeiros os seus silêncios acerca de matérias que escandalizam o cidadão e depauperam o erário público.
Apenas porque são alguns dos usuários daquelas mordomias.
Apenas porque são os “plantadores” daquelas infâmias.

Não admira que os dois partidos conotados mais à direita, se apresentem quais gurus da sabedoria, escondendo na sacola defeitos antigos.

Enquanto os cidadãos tementes a Deus e ao Diabo, continuam a pagar as favas.


Questões de saúde pública

Não afectadas por campanhas diárias de rastreio e sensibilização acabam tendo fulcral esplendor num dia estabelecido como seu.

Fico sempre sem saber, se a inexistência de prevenção se destina a provocar o desaparecimento prematuro dos cidadãos ou se apenas se trata (não tratando) de politicas economicistas irracionalmente aplaudidas por algum político.

“Cerca de 42 por cento da população portuguesa é hipertensa, sendo que apenas 39 por cento dos afectados recebem tratamento.
A hipertensão arterial é a primeira causa de morte e incapacidade em Portugal e o principal factor de risco para as doenças cardiovasculares”.
SIC

maio 12, 2006

Selos ou parece-los.

Até apuramento dos factos em julgado, qualquer cidadão é inocente.

Menos inocente será porventura, o avanço que os Espanhóis nos levam até em matéria de investigação policial.
(A investigação em Portugal já tinha conhecido melhores dias)

Valha aos potenciais prejudicados Lusos que o primeiro está atento.

maio 11, 2006

A COMÉDIA II

Quando nasci, não havia possibilidades económicas, para que a minha mãe fosse parir à maternidade mais próxima.
Nasci em casa de familiares, (já que meus pais nem casa decente tinham) como tantos outros que provavelmente sobreviveram durante muitos anos.
Aos meus filhos, estava designado um nascimento diferente, fruto da “Liberdade”.
Acabaram por nascer em ambiente propício, sobreviveram e não sei até onde vão durar.
Naquele tempo, há para aí trinta anos, havia médicos especialistas nos centros de saúde, nomeadamente em obstetrícia/ginecológica e pediatria.
Os primeiros acompanhavam as futuras mamãs, desde a descoberta de que estavam grávidas, até ao encaminhamento para a maternidade e na maior parte dos casos, até há hora do parto.
Os segundos, lá estavam de braços abertos para receberem o nascido e partilharem o seu crescimento.

Depois deu-se a “evolução” na revolução, a "raça" de médicos especialistas extinguiu-se
(ou privatizou-se) e poucos sobraram para “povoarem” o SNS.

Meu neto, ainda teve direito a um nascimento (embora com percalços não traumatizantes) clinicamente assistido em ambiente propício.

Este rol de acontecimentos terá para aí seis décadas e curiosa é a regressão na assistência materno/infantil, que ameaça o retorno aos anos 40, menos de um século volvido.

A DIVINA COMÉDIA

"Creio que tenho prova suficiente de que falo a verdade: a pobreza".

Sócrates

maio 08, 2006

Vítimas de guerra

Alguém travará os Americanos, no seu deambular pelo mundo em busca de novos horizontes de negociatas?

Não, nem um cataclismo natural de proporções inusitadas o conseguirá.

Estamos assim, Americano-dependentes, como se houvéssemos sido injectados por poderosa droga.

A capacidade bélica, o desenvolvimento tecnológico colocado ao dispor dos novos senhores da guerra, torna-os imunes a qualquer eventual ataque exterior.
A mesma linha de pensamento terá de ser alterada, quando se olha para o interior da própria América.

Um mar imenso de dinheiro, é anualmente gasto no desenvolvimento de novas armas de ataque e defesa, enquanto os compromissos Mundiais, contra a fome e a doença, são esquecidos pelos Americanos.

A sua presença em tudo quanto é País, não assumidamente “Americano-democrático”, pauta-se pela intriga, pela quezília, pela corrupção, pela mentira, pela guerra.
Antagónicamente, regimes ditatoriais não “hostis”, são incentivados na sua caminhada sinuosa contra as suas próprias populações.

O hábito não faz o monge, mas as histórias do passado recente indicam sem graça, que estará eminente mais uma acção bélica, contra uma nação que se marginalizou segundo os conceitos Americanos.

Apenas a população Americana poderá travar a marcha da máquina de guerra.
Se o não conseguir, se não a quiser parar, pode ir preparando os festejos de mais uma vitória militar e simultaneamente cavar as sepulturas de muitos dos seus filhos, mais no pós do que no durante.

Nunca digas nunca.

A percepção que se tem das políticas que têm regido o Ministério da Saúde é evidentemente que este está em saldo.
Talvez não de forma tão descarada como anteriormente, talvez mais eficaz.

A questão do encerramento das maternidades, não é um caso isolado.

É um caso grave de sobranceria ministerial, onde as politicas economicistas se sobrepõem à actividade da prestação de cuidados de saúde.

É verdade que na maioria dos hospitais com serviços de maternidade, as consultas de obstetrícia se destinam a gravidez de risco?
E que assim vai continuar?

Ou pelo contrário, o Ministro com o encerramento daquelas anunciadas maternidades e em nome de uma maior qualidade no serviço prestado às grávidas, se compromete a, para lá de aglutinar meios humanos num só local ( pese embora não se veja bem como, na medida em que as razões subjacentes se prendem com a falta de médicos especialistas) dotar esta unidade de meios eficazes para um diagnóstico coerente e atempado dos riscos de uma gravidez natural (já não considerando as outras) por forma a conhecer tanto quanto possível os danos provocados no feto, por uma gravidez não isenta de lesões, ou posteriormente por lesões irrecuperáveis durante o parto.
Todos fazemos votos, sem hipocrisias, que a razão esteja do lado do ministro, que a população não venha a testar este modelo da pior forma possível, isto é, que se registe um abaixamento no número de óbitos e claro está no número de vítimas inocentes num parto mal acompanhado.

Estou certo que a irreversibilidade anunciada pelo ministro, terá um longo tempo de maturação, tão longo quanto a paciência das Portuguesas e Portugueses o permitirem e naturalmente, muito mais curto do que o ministro deseja.

maio 07, 2006

A bola é sempre redonda, embora muitos preferissem que o não fosse.

Sobre os jogos de futebol profissional, nenhum sentimento me aflige.

A excepção naturalmente acaba por ser e uma vez mais a demagogia, quer se trate de treinadores, de dirigentes desportivos, ou de árbitros.

Afinal quem é costume tramar-se pelas paixões clubistas, são os que pagam e não os que dela usufruem abundantemente.

Devia ser tempo de cada um olhar pelo bem-estar da sua própria casa, antes de criticar a casa dos outros.

Mas não há jeito de aprenderem com a realidade.

Que o digam os Americanos

(O primeiro-ministro de Timor-Leste está a ficar muito irritado com os sucessivos anúncios de que os EUA se preparam para evacuar o pessoal não essencial da sua embaixada em Díli. Especialmente depois de os Estados Unidos terem tentado ontem envolver Portugal na iniciativa, cedendo alguns lugares do avião aos portugueses que o desejarem).
(DN 7-05-06)

Que a terra e o mar, este muito em especial mantém vivas, cobiças ancestrais
ninguém deve esquecer.

Um povo mártir, manipulado entre jogos de interesses de duas potências que discretamente se enamoraram das riquezas Timorenses.

Depois da independência o povo terá adormecido, mas os abutres não.

Que o digam os Americanos!

maio 05, 2006

Directamente

O Dr. Marques Mendes, entrevistado para o Telejornal, mostrou-se algo nervoso.

Será que temia perder as directas???

Porque ela existe.

Porque não se trata de caridadezinha.
Porque a fome existe em Portugal.
Porque há muitos excluídos.
Porque existem muitas famílias carenciadas.

Este fim-de-semana vá a uma grande superfície comercial, não fique indiferente aquele pouco que nos sobra é muito para quem nada tem.

Alimente esta ideia. Banco Alimentar Contra a Fome.

Uma sondagem à medida

“Os portugueses são os europeus que mais dificuldades sentem em pagar as contas no final do mês, revela uma sondagem hoje divulgada em Bruxelas, destinada a avaliar o estado de espírito dos cidadãos".

O teor desta notícia, não é tão terrível como se poderia imaginar.

Afinal a referida sondagem terá sido efectuada para “avaliar o estado de espírito dos cidadãos” e não para contar os cêntimos no fundo das carteiras.

Ou talvez se tenha dado o caso, de por causa dos Portugueses, o título da sondagem tenha sido alterado.

maio 03, 2006

Porto Covo, desalinhado.

(parafaseando Carlos TÊ e Rui Veloso, com um pedido de desculpas a ambos)

Roendo uma laranja na falésia
Olhando o futuro à minha frente
Ouvindo um rouxinol da miséria
No quotidiano da minha gente.

Em baixo fogos trémulos das reformas
Ao largo as águas brilham como pratas
E a brisa vai contando novas formas
De acordos e negociatas de piratas.

Havia um pessegueiro na ilha,
Plantado por um Vizir de Odemira
Que dizem por amor se matou novo
Aqui no lugar de Porto Covo.

A lua já desceu sobre este rapaz
E brilha apontando o cruzeiro
Onde se promete e nada se faz
Deixando o povinho sem dinheiro.

Ao longe a chama trémula num pavio
Apaga-se no mar como num desejo
De torcer à viva força o destino
Traçado por políticos sem traquejo.

Havia um pessegueiro no País
Plantado por um povo tão feliz
Que dizem por liberdade se finou
Aqui no lugar onde estou.

Roendo uma laranja na falésia
Quebrando uma rosa desmerecida
Podia ser um sonho de modéstia
Acaba sendo um grito de partida.

maio 02, 2006

A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DA MENTIRA

No “postal” anterior, pretendi apenas alertar algumas mentes mais distraídas, sobre a verdadeira natureza das pretensões de todos quantos defendem a “salvaguarda” da sustentabilidade da Segurança Social.

Para quem não saiba, no Regime Geral dos Trabalhadores por Conta de Outrem e sobre o seu vencimento ilíquido, é descontada a módica percentagem de 34,75%.

Ou seja, 11% directamente do Trabalhador.
Mais 23,75% sobre o seu vencimento, directamente da Entidade Empregadora.

Quem tenha pachorra para fazer contas, que as faça.

REGIME GERAL DOS TRABALHADORES POR CONTA DE OUTREM

Taxas contributivas
Regime Contribuitivo.JPG


Isto significa, que cada trabalhador suporta uma carga fiscal directa de 34,75% sobre os seus rendimentos, para a segurança social, mais a Taxa de IRS igualmente como imposto directo.
Como se não basta-se, temos ainda toda a casta de impostos indirectos, seja na compra de Água ou até Sal.

Existe igualmente na Segurança Social, entre outros regimes, “Beneficiários abrangidos pelo Regime Não Contributivo” pessoas em situação de carência socio-económica, ou que nunca descontaram para a Segurança Social.

É sobre estas situações, que o Estado tem a obrigação de atender, não com os impostos directos de cada um, mas sim com os impostos indirectos.

E aquilo que se passa é precisamente o inverso da lógica.
Que é como quem diz, já não basta (va) os vigaristas tipo “Chico espertos”, que ainda vêm alguns “iluminados”, para lá de nos sugarem o “tutano”, querem triturar-nos os ossos…