Nunca digas nunca.
A percepção que se tem das políticas que têm regido o Ministério da Saúde é evidentemente que este está em saldo.
Talvez não de forma tão descarada como anteriormente, talvez mais eficaz.
A questão do encerramento das maternidades, não é um caso isolado.
É um caso grave de sobranceria ministerial, onde as politicas economicistas se sobrepõem à actividade da prestação de cuidados de saúde.
É verdade que na maioria dos hospitais com serviços de maternidade, as consultas de obstetrícia se destinam a gravidez de risco?
E que assim vai continuar?
Ou pelo contrário, o Ministro com o encerramento daquelas anunciadas maternidades e em nome de uma maior qualidade no serviço prestado às grávidas, se compromete a, para lá de aglutinar meios humanos num só local ( pese embora não se veja bem como, na medida em que as razões subjacentes se prendem com a falta de médicos especialistas) dotar esta unidade de meios eficazes para um diagnóstico coerente e atempado dos riscos de uma gravidez natural (já não considerando as outras) por forma a conhecer tanto quanto possível os danos provocados no feto, por uma gravidez não isenta de lesões, ou posteriormente por lesões irrecuperáveis durante o parto.
Todos fazemos votos, sem hipocrisias, que a razão esteja do lado do ministro, que a população não venha a testar este modelo da pior forma possível, isto é, que se registe um abaixamento no número de óbitos e claro está no número de vítimas inocentes num parto mal acompanhado.
Estou certo que a irreversibilidade anunciada pelo ministro, terá um longo tempo de maturação, tão longo quanto a paciência das Portuguesas e Portugueses o permitirem e naturalmente, muito mais curto do que o ministro deseja.
Comments
quem sabe se ele engravidasse tivesse maior sensibilidade...
Posted by: hammer | maio 11, 2006 06:20 PM