A bandeira ou a rodilha.
A questão da identidade nacional, dos símbolos nacionais, meus amigos, é para respeitar.
Se é verdade que não gostamos de reacções menos abertas em países de acolhimento, face a manifestações dos nossos emigrantes, não é menos verdade, que não devemos gostar desse tipo de reacções quando em solo pátrio.
É claro que o exemplo do Luxemburgo teve eco na Madeira, só podia.
Mas eu sou definitivamente a favor do respeito pelos símbolos nacionais, não que estes alguma vez tenham contribuído para a minha subsistência, nem sequer para a minha sobrevivência.
Mas entendo que eles são a minha identidade natural, nunca troquei a bandeira nacional Portuguesa, por nenhum trapo, seja de que cor for.
Parece claro e já por aqui o referi, que uma coisa é os símbolos nacionais e outra completamente distinta, a posição esquisita de quem os devia salvaguardar e apenas deles se serve, para alimentar vícios de posição.
O aproveitamento comercial, seja a que titulo for da bandeira nacional, deve ser condenável, condenado e abolido.
Da mesma forma que o deve ser, quem à sua sombra, cria proveitos próprios.
Claro que não tenho nenhuma bandeira dependurada na janela ou varanda, nem sequer ondulando no automóvel que diariamente utilizo.
É óbvio que fiquei satisfeito com o resultado da equipa nacional de futebol ontem obtido, mas isso apenas deve comprovar que os intervenientes nacionais Portugueses cumpriram a sua parte no contrato e que eu enquanto Português me regozijo com o profissionalismo demonstrado.
Daí não resultou, para além da natural satisfação de Português, nenhuma corrida ao supermercado ou ao stand automóvel.
E não é por isso que me sinto Português de segunda.
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Comments
os norte-americanos e´que têm muito esse "vício" de usar a bandeira para tudo.
Posted by: hammer | junho 26, 2006 10:59 PM
Uma coisa é agarrar a bandeira como símbolo do todo de que queremos ser fazer parte.
Outra coisa é pendurá-la como um trapo na corda com a roupa, na sacada ao lado dos tapetes que arejam ao sol em dia de limpeza.
Já não há respeito, nem meio-termo.
Posted by: Inês | junho 27, 2006 03:16 PM