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Que andamos a fazer?

A esperança de vida é isso mesmo, apenas uma esperança.

Uma esperança, diariamente contrariada pelas constantes subjugações do homem e mulher aos malefícios de uma sociedade, que se recusa por vontade própria, em ser solidária com quem toda uma vida se sacrificou por um nico de dignidade na velhice.
Não bastava já o abandono a que são votados muitos dos nossos idosos, pela própria família.
Não bastava já a lenta agonia, de quem desespera pela resolução dos seus traumas físicos e ou psíquicos, sempre adiados por um qualquer ministro da saúde e seus correligionários.
Teria logo agora, um governo dito socialista, pouco preocupado com a dimensão das listas de (des)espera(o) para cirurgias e consultas, de adiar, diria, quase maleficamente, o direito a uma pausa mais do que justa na dura luta pela sobrevivência, na idade certa.
Esperança de vida e se a morte sobrevive a essa esperança, que andámos por cá a fazer?

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