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Eles não vêem, ou mais grave, fingem que não vêem.

Um pouco por todo o País, empresas em actividade económica do tipo “paralelo” emergem e vão abanando todo o sistema de emprego ainda existente em Portugal.
Todo o sistema de emprego e todo o tecido empresarial que procura sobreviver nos limites da legalidade.

Esta corrosão, maléfica para quem trabalha e igualmente para quem procura cumprir passa afinal quase despercebida aos olhos de quem tem a obrigação de zelar pela igualdade e pela legalidade.

Eles não vêem, ou mais grave, fingem que não vêem.

As ofertas de emprego do tipo sazonal, sem critérios contratuais, a recibo verde e abaixo do salário mínimo ou a ele equivalente, sem normas de segurança, sem a salvaguarda de um horário de trabalho aprovado, sem a societária comparticipação para a segurança social.
Paralelamente o próprio estado, autarquias incluídas, deita mão das mesmas artimanhas, para iludir quem trabalha, para tramar quem procura subsistir.

O sector do comércio, será porventura, mas não o único, aquele em que se registam maiores anomalias, quer em períodos específicos, quer em períodos sazonais.

E a “caravana” segue na sua marcha, oculta mas à vista de todos, sem vergonha nem temores.

Desenganem-se aqueles que olham para os emigrantes, como fonte primeira no fornecimento de mão-de-obra quase a custo zero, também os naturais, os Portugueses e Portuguesas iguais a ti e a mim, são engajados por esse sistema.

Novas tecnologias para relançar a economia de meia dúzia de espertos…

Comments

Excelente post!
Apoiadíssimo.
Creio que 'fazem por não ver' para não ter de intervir. porque como dizes, até a nível das autarquias isso se passa. É tudo 'paralelo'. Às tantas o 'papalelo' é bem maior que o principal!

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