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julho 16, 2006

A criação do Estado de Israel (14 de Maio de 1948)

E suas consequências para o povo palestino.

"O que está acontecendo na Palestina, não é justificável por nenhuma moralidade ou código de ética. Certamente, seria um crime contra a humanidade reduzir o orgulho árabe para que a Palestina fosse entregue aos judeus parcialmente ou totalmente como o lar nacional judaico." Gandhi

A ler por aqui

julho 14, 2006

Um dólar, uma libra, qual o valor de um cidadão na Palestina?

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E anos depois, as mesmas divisas custearam a expansão sionista.
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Esta postagem pode ser lida aqui

julho 12, 2006

Local Assembleia da Republica

Acto: “ O estado da Nação”

Ou o estado a que isto chegou, com um Primeiro-Ministro ardiloso e uma inexistente oposição.

Até parece que voltámos ao tempo da outra senhora….

junho 25, 2006

Há dias assim.

Onde o céu já não é azul.
Onde o Sol se oculta como que envergonhado e uma brisa leve sacode os ramos das acácias.
Nem o chilrear das aves quebra o silêncio dos fantasmas envergonhados, que um pouco por todo o lado comigo se cruzam sem parar.
É Domingo na minha cidade e creio que em muitas outras, onde também há quem se sinta só rodeado de uma multidão viva que se agita sem sentido.
Bato suavemente as teclas desta máquina real que no virtual me oferece horizontes nunca esperados.
Sente-se no ar uma atmosfera irreal, varandas aqui e ali ponteadas de verde e vermelho, numa identidade quase perdida, num desejo insatisfeito, numa quimera planetária.
A explosão acabará por vir, sem porvir de encantos, sem contornos de futuro.

junho 13, 2006

O Boletineiro

O presidente Cavaco tem apelado, nos espaços que tem visitado, pela inclusão, pela concórdia.

Seria bom, deslocar-se à Azambuja e proferir tal discurso aos patrões da GM.

junho 12, 2006

Hoje é um dia triste.

Quando se perde um ente querido não fica o vazio da não existência de um diálogo, fica a saudade, fica na memória uma palavra de conforto, nos olhos um lágrima teimosa, intimamente uma dor sem reflexo, um olhar terno, a antever a inevitabilidade da partida.

Quando se perde um companheiro de aventuras, de cumplicidades, um companheiro com quem falamos uma linguagem diferente, um amigo pouco exigente e muito cúmplice, um ser vivo que nos rodeia de muitos carinhos, que nunca regateia o favor de uma carícia, que fica triste quando entristecemos, que late baixinho quando adoecemos, que se esconde quando adoece, que nos olha fixamente com um olhar terrificamente vazio, antevendo a inevitabilidade da sua ida.
Fica eternamente a saudade dos seus latidos, das suas carícias, da sua convivência sadia com toda a vizinhança, da sua fidelidade canina, da sua beleza mesmo na hora da morte, uma calma que pretende preencher o vazio que a sua ausência vai provocar.
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Como diz a minha filha e com muita razão, "foi uma companheira diária durante onze anos, sem nunca nada exigir, sem nunca ferir ninguém, sem menosprezar quem com ela convivia, sem atentar contra a dignidade de ninguém.
Infelizmente apesar da nossa faculdade em perdoar, nem sempre o conseguimos na plenitude da nossa vontade, face a antagonismos de gente da nossa igualha".
Fica mais vazia a minha casa, com a partida desta companheira que tantas alegrias nos concedeu talvez em jeito de paga pelo amor que lhe dedicámos.

junho 06, 2006

Isto apenas e nada mais.

Razões passionais elevaram a crendice ao absurdo.
Como se não fosse suficiente a existência de um Deus, haveria que fomentar a existência de um Cristo.
Pouco satisfeitos, sentiram ainda a necessidade de dar corpo ao “contraditório” na figura “horrenda” do anticristo.
Poderia ser hoje o dia do “renascer” dessa figura medieval, que ainda assusta na era da explosão tecnológica.
Algumas futuras mamãs, temem que os filhos que aconchegam no útero nasçam neste dia e sejam eles a “reincarnação do mal”.
Mas não será assim, nem sequer será a “reencarnação do bem”.
A vida que cada um poder, quiser e souber oferecer aos seus filhos, será a rota mais próxima, entre o bem e o mal.
Claro, que as diversas fases da evolução, educação e formação serão fundamentais para definir o carácter de cada individuo.
Isto apenas e nada mais.

junho 01, 2006

1 De Junho (que chatice)

Dia mundial da criança.

Por toda a terra (planeta) se olha para este dia, não como um dia benigno, mas como uma chatice.

Uma chatice, “um quarto das crianças deste mundo terem um peso muito baixo para sua idade”

Outra chatice as crianças em perigo no “corno de África”

Ainda uma outra chatice, “ crianças excluídas e invisíveis”

A continuação da chatice, no “Sri Lanka”

Estes podem ser os casos mais problemáticos detectados pela UNICEF.

Mas todos, ou quase todos, temos conhecimento de outras problemáticas envolvendo crianças, que obviamente não nos passando despercebidas, tornam-se invisíveis ante a nossa indiferença.

O desafio que (num momento de ternura própria da situação vivida agora) vos deixo, é que não calem, antes pesquisem e alertem para todos os casos de maus-tratos em crianças de que tenham ou venham a ter conhecimento.
Façam-no nos vossos blogues e na falta deste meio de divulgação escrevam, escrevam um mail para o “querem é mama” e deu darei toda a divulgação possível.

Não é demais, nem sequer gratuito afirmar “as Crianças são o melhor que há no Mundo”, há é que as preservar e defender.

maio 29, 2006

A Weblog e o Querem é mama

A mensagem que surge (ia) na caixa de comentários do “Querem é mama” é alheia à vontade do autor do Blog.

Um especial agradecimento à Lique que me alertou para a situação e um pedido de desculpas a todos quantos fazem desta casa um ponto de passagem.

Alertados os responsáveis pela Weblog, esperemos que a situação esteja resolvida.

maio 28, 2006

Civilização ultrapassada pela direita.

O panorama normal da circulação rodoviária na AE2 é similar a muitas outras zonas do País, em hora de ponta, filas compactas, aqui e ali “furadas” pelos sem vergonha que circulam impavidamente pela berma.

Mas não se trata apenas de cidadãos sem vergonha, anónimos apressados, para quem o seu semelhante será um ser inferior.

Também há quem abusivamente, faça uso dos meios colocados à sua disposição para um trabalho sério, pago pelos dinheiros dos contribuintes e se aproveite em benefício próprio dessas facilidades para achincalhar o seu semelhante.

Será certamente o caso do utilizador de uma viatura descaracterizada, que sistematicamente faz uso da “lanterna azul” na sua circulação pela berma da AE2, ante a passividade de agentes da BT ocasionalmente deslocados para ali.

maio 24, 2006

Estamos culturalmente mais pobres.

O senhor Fraternidade deixou esta vida.
O movimento de pesar é enorme.
Não tive o privilégio de conhecer pessoalmente o Fernando.
Mas tinha algum gozo em visitar o seu blog.

Aos familiares e amigos, a expressão da minha solidariedade nesta hora difícil.

(De cada vez que um “porta-bandeira” tombar, que outro a erga bem alto.
Só assim a vida e a morte fazem sentido.)

maio 18, 2006

Sozinho contra a besta.

Eles não sabem porque estão ali, rodeados de tantas bestas que gritam “olé”, de figurantes engalanados que rodopiam empunhando panos coloridos, de “cangurus” assanhados com ferros afiados que lhe rasgam o lombo.

Que fiz eu interiorizará o animal, estava tão sossegado na lezíria, não ofendi ninguém
nunca ataquei ninguém, sonhava com uma velhice tranquila e jogaram-me para aqui sem aviso.
Que vou eu fazer agora. Aqui rodeado deste barulho infernal, destas luzes que me cegam, destes “pirilampos” que me embriagam.
Aquele ali não é o meu tratador, está muito vistoso sobre o cavalo, “ai foda-se que me rasgaste”, meu parasita que mal é que eu te fiz para me ferires assim? Já não há justiça???
Porra que dores no lombo, devo estar dilacerado. Olha quem é aquele ali, parece um espantalho a acenar-me com aquele trapo.

Touro.jpg


Espera aí meu cabrão, se eu puder já te conto.

maio 16, 2006

Bem depressa

Há muitos anos que se conduz em Portugal e pese embora a melhoria dos “pavimentos” que recobrem as estradas, nem sempre os seus traçados são condizentes com o volume e características do tráfego circulante e muito menos com os “microclimas de cada zona específica.
Este é um aspecto que apenas aos técnicos cabe resolver.

A cada um, compete ajuizar o seu próprio comportamento, quando se senta por detrás daquela rodinha, vulgo volante, com especial incidência para o peso do Pé direito.

É normal, que em horas de ponta se formem filas de acesso a zonas de circulação mais difícil, tomemos como exemplo os acessos às cabines de pagamento de portagens.

Não raro, assistimos a uma movimentação quase demoníaca de alguns condutores, que procuram acertar com a fila que menos veículos apresenta, sem o mínimo respeito pelos outros condutores.
Entende-se que estes condutores tenham pressa.
Mas curiosamente, acabam por ser eles quem mais tempo perde para proceder ao pagamento da portagem, ou porque não têm dinheiro trocado, ou porque nem sequer o retiraram da respectiva carteira.
Enfim…
Pressas.

maio 12, 2006

Selos ou parece-los.

Até apuramento dos factos em julgado, qualquer cidadão é inocente.

Menos inocente será porventura, o avanço que os Espanhóis nos levam até em matéria de investigação policial.
(A investigação em Portugal já tinha conhecido melhores dias)

Valha aos potenciais prejudicados Lusos que o primeiro está atento.

maio 05, 2006

Uma sondagem à medida

“Os portugueses são os europeus que mais dificuldades sentem em pagar as contas no final do mês, revela uma sondagem hoje divulgada em Bruxelas, destinada a avaliar o estado de espírito dos cidadãos".

O teor desta notícia, não é tão terrível como se poderia imaginar.

Afinal a referida sondagem terá sido efectuada para “avaliar o estado de espírito dos cidadãos” e não para contar os cêntimos no fundo das carteiras.

Ou talvez se tenha dado o caso, de por causa dos Portugueses, o título da sondagem tenha sido alterado.

abril 27, 2006

DOIS EM UM (não é publicidade)

Eu diria sem rebuço, que o discurso de Cavaco Silva a 25 de Abril estava conluiado com o discurso de José Sócrates a 27 de Abril.

Mas isto sou eu a imaginar coisas…

abril 16, 2006

A FOME QUE ABRIL HERDOU

A fome no País de Abril, não se diferencia quer em género, quer em quantidade, da fome nos meus tempos de menino e moço.
É bem verdade, que as portas que Abril abriu, renovaram a esperança e de alguma forma, mitigaram as carências da sub nutrida população do litoral ao interior deste pobre País.
Não é menos verdade, que a miséria deu lugar à “luxúria” e esta vem cedendo terreno ao endividamento e à miséria.

O governo do estado, desde então, assumiu o seu papel social, quer estendendo as reformas a quem as não tinha (as pensões sociais) quer com outros apoios aos mais carenciados.

Coisa pouca convenhamos, face ao desespero de alguns e ao oportunismo de outros.

Amigos desta imensa “colmeia”, (está aceite o desafio, Paulo 2 Rosas) debruçaram-se sobre o tema e sobretudo, procuram valorizar o papel muito determinante de uma ONG que se dedica de corpo e alma a mitigar a fome de muitos Portugueses.

alimente esta ideia.jpg
CLIK na imagem e saiba como.

Não é fácil, recolher o maior número possível de donativos, armazená-los e proceder à sua distribuição.
Tenho para mim, que subsiste todo um clima de honestidade por parte daquela ONG “O Banco Alimentar Contra a Fome”, pelo que todo o tipo de apoio que lhes possamos prestar é por demais indispensável.
Mas devemos estar alerta e tanto quanto possível, denunciar junto daquela organização, qualquer tropelia que tenhamos conhecimento.


março 23, 2006

O Mundo gira

Há momentos na vida de um homem, em que uma sucessão de acontecimentos lhe acabam por tolher a vontade humana de comunicar.
Nada de recolhimentos intelectuais, nada de introspecções psicanalíticas, afinal o mundo gira e este recanto da terra, contínua inexoravelmente tentando sobreviver.

É bem verdade que temos um novo presidente da república, embora não ainda uma maioria e um presidente, mas pouco faltará certamente.

Olhando em redor, o que se escuta é a mesmíssima ladainha dos que nada têm e almejam algo e o ruído quase ensurdecedor, dos que temem perder alguns dos privilégios de que têm sido usufrutuários, diria, quase permanentemente.

O Mundo gira em torno do seu eixo, há quem soletre, “o eixo do mal”, numa tentativa vã de apresentar o seu eixo como o bom e o dos outros como o do mal.

De França surgem ecos do movimento estudantil contra a repressão do grande capital como a pretender avivar a memória de alguns mais distraídos, de que Maio não está assim tão longe.

Cá por casa, um novo coração palpita, afastado ainda das convulsões avulsas que a sociedade de consumo nos impõem, mas pertinente, a recordar que podemos estar mais idosos, mas não podemos descurar a guarda nem calar os aviltamentos.

janeiro 29, 2006

AGARRA QUE É LADRÃO

Fica a dúvida, se foi este o apelo lançado.

Mas que a movimentação policial, com dois carros patrulha, um deles em contra mão em pleno IC20 (fica a dúvida se com as sirenes ligadas ou não), previa acontecimento empolgante, entre polícias e quiçá “amigos do alheio”.

Ao cidadão comum, pacifico por natureza, nada com ser lesto a sair do caminho, não vá alguma bala perdida encontrar quem não deva.

Mas o fruto de tanto aparato, ficaria a dever-se a um canídeo de raça indefinida, em idade de pré reforma, que a custo fugia à frente das forças da ordem.

Diligentes os agentes da PSP, dada a pequenez do bastão legal, cedo trataram de munir-se de um varapau, objecto que servia para tentarem, de longe não fosse o canídeo abocanhar o bastão, coçar o lombo do velhote animal.

Esta é pela natureza humana uma história triste, com a agravante de não sabermos o crime cometido pelo canídeo nem sequer a sua sorte, mas cientes da realidade ali bem perto, num parque infantil recentemente inaugurado e com um custo de cerca de 144 mil euros.
Local de reunião habitual de Boxer, PittBul, Rottweiler, enquanto os seus donos ou tratadores se entretêm “impunemente” em negócios ilícitos.

Assim vai a defesa dos cidadãos, na novíssima cidade da C. Caparica.

janeiro 25, 2006

Abel e Caim ou Caim e Abel

A partir de 9 de Março o Palácio de Belém conhecerá um novo inquilino.

Eufemisticamente
Um presidente de todos os Portugueses.
Não um Presidente para todos os Portugueses.

Escutei por aí uma definição que dava conta da existência de dois ódios entre irmãos, não num conto místico, antes na crua realidade.

Sempre tive a percepção que os cidadãos deste país haveriam de ser utilizados para perpetuar esse ódio, ou quiçá, para o apaziguar.
O tempo se encarregará de demonstrar a cor do engano.

Enterrado o Soarismo, há quem se apreste para patrocinar o funeral da cidadania.
Mas Portugal não carece de mais partidos políticos, carece sim de bons políticos e de cidadãos, muitos cidadãos atentos.


novembro 27, 2005

A crise na justiça é igual à crise de valores de quem na prática a não pratica.

Ambos, governantes e juízes, são titulares de órgãos de soberania, dependentes da fidelidade à Constituição da Republica.
Não podem continuar de costas voltadas, em guerrilhas individualistas, promovendo e extremando posições na defesa de privilégios absurdos.
É sintomático e vezes sem conta alertado por diversos Blogues, que as greves nos funcionários do estado têm sempre à partida números de adesão errados, já que são poucos os que assumem em pleno o uso daquele direito constitucional.
Vindo das classes mais desfavorecidas, de rendimentos mais baixos, onde a falta do vencimento relativo a um dia de greve, tem efeitos negativos na gestão familiar, compreende-se, não se pode aceitar, mas compreende-se.
O mesmo juízo não se adapta aos titulares de órgãos de soberania, nomeadamente aos senhores juízes e outros magistrados, que pagos para defenderem a moral e a aplicação da justiça de forma justa e equilibrada, acabem por ser seduzidos por um dia de greve aplicado no exercício da sua actividade, mas não assumido na hora da declaração da sua actividade quotidiana para efeitos de vencimento.

Mais de 30% dos magistrados não comunicaram adesão a greve

novembro 09, 2005

Esterilizai-os todos

O fenómeno da emigração não é do século passado.
As sociedades mais desenvolvidas a nível industrial, sempre tiveram necessidade de mão-de-obra barata.
Tudo teve o seu início com o recurso aos escravos, oriundos primordialmente de Africa.
A revolução industrial, acabaria por conduzir à necessidade de uma mão-de-obra mais evoluída, mais qualificada, mas igualmente barata. Acontece então o fenómeno da emigração, já não apenas de África, mas da própria Europa.
Com o fim da 2ª Guerra Mundial, os países beligerantes, vencedores e vencidos tinham forçosamente de evoluir economicamente, inicia-se então o recrutamento de mão-de-obra nas “colónias” Africanas.
Era inevitável que a sociedade de consumo acabaria por produzir mais do que consegue consumir, daí ao desemprego foi um pulo breve.
Os senhores do grande capital deste mundo, aqueles que se serviram dessa mão-de-obra barata, deviam ter esterilizado os casais de emigrantes.
Teriam evitado que as ruas desta velha Europa se fossem enchendo de filhos de emigrantes, desempregados, excluídos.
Já não existiriam igualmente motivos para as bacoradas que se ouvem por aí, de gentinha sem formação política e moral, a acusarem o estado social de ser o único responsável pela revolta dos excluídos.

novembro 04, 2005

Eles andavam mesmo a pedi-las

A violência desceu às ruas de Paris, por enquanto restringe-se aos subúrbios.

A “escumalha” responsável, na voz do ministro Francês, pelos desacatos tem obtido algum eco um pouco por essa Europa, não se estranhando que aqui neste recanto, surjam vozes concordantes com tal afirmação.

Muito para lá da cor da Pele, da religião, ou das opções políticas, o paraíso deixou mesmo de existir.

As políticas do governo Francês dão cobertura à reacção violenta de uma parte da sua população emigrante ou não.
Não ficarei surpreendido se aquela onda de contestação acabar por se alargar um pouco por toda a Europa dita comunitária.
É que os senhores do poder andam a pedi-las há muito tempo….

outubro 29, 2005

O naufrágio da justiça...

Juízes, Magistrados do MP e oficiais de Justiça, ameaçaram ir para a greve, foram e até se manifestaram, tanto quanto se pode ler um pouco por todo o lado.
Desse rescaldo, fica a certeza plena que muito pouca gente daria por isso, não fora o destaque promovido pelas TVs.
Qualquer cidadão com problemas em tribunal, sabe que a marcação do início ou da continuação do julgamento não representa uma verdade, tantos são os adiamentos patrocinados pelos Magistrados.
Estou a recordar o caso de um trabalhador de uma grande empresa privada, cuja contestação a um despedimento sem justa causa se arrasta à Cinco Anos nos tribunais e sem fim à vista.

Publicado na categoria "Bilhete-Postal"

outubro 26, 2005

Evasão

Ao longe, não muito longe, tão perto até que a vista alcança a alva espuma das
vagas que se enrolam num lânguido espreguiçar de prazer.
Pairando sobre elas uma ave não grasna, não luta, não se debate, embala-se a si própria nos rodopios da brisa leve.
Á míngua não descortina razão para mergulhar como tão bem sabe fazer.

Sentei-me na pedra fria que delimita os meus sonhos, aqui e ali salpicada pelo sal da água que se evadiu e morreu.
No horizonte, uma coluna de fumo pardacento eleva-se sobre uma silhueta negra
a lembrar fantasmas, de contos de fadas.
No jardim fronteiro, nervoso um canito rodopia, focinho no chão soltando breves latidos persegue a presa imaginária.

Há vida para lá do silêncio, só o tolo não aproveita a brisa leve, não solta as amarras e não persegue a presa que o agrilhoa.

outubro 22, 2005

Tabu(inhas)

Quebrado o tabu, o apolítico apartidário, de memória curta, decidiu (com galas de estrela de cinema) em nome da segurança e da estabilidade, por candidatar-se ao lugar de habitante do Palácio cor-de-rosa.

Sempre pensei, que o cargo de professor universitário oferecesse mais alguma segurança e estabilidade do que aquela que foi agora referida pelo tal candidato.

Fica contudo uma dúvida que temo não venha nunca a ser esclarecida.

Será que subscreve a equiparação dos benefícios da ADSE e outros à Segurança Social?