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maio 22, 2006

Não há!

Não há!
Pronto…

(Insulinas para diabéticos, antibióticos, anti-inflamatórios, tratamento de doenças cerebrovasculares e cardiovasculares, cancro, problemas dos olhos, de pele, psiquiátricos, auto-imunes, totalizam os 103 remédios que já não são fornecidos às farmácias, muitos desde 2005.) CM

Inicia-se a primeira resposta da indústria farmacêutica às políticas do M.S.

Pois é!
Existem outros…

maio 13, 2006

Questões de saúde pública

Não afectadas por campanhas diárias de rastreio e sensibilização acabam tendo fulcral esplendor num dia estabelecido como seu.

Fico sempre sem saber, se a inexistência de prevenção se destina a provocar o desaparecimento prematuro dos cidadãos ou se apenas se trata (não tratando) de politicas economicistas irracionalmente aplaudidas por algum político.

“Cerca de 42 por cento da população portuguesa é hipertensa, sendo que apenas 39 por cento dos afectados recebem tratamento.
A hipertensão arterial é a primeira causa de morte e incapacidade em Portugal e o principal factor de risco para as doenças cardiovasculares”.
SIC

maio 08, 2006

Nunca digas nunca.

A percepção que se tem das políticas que têm regido o Ministério da Saúde é evidentemente que este está em saldo.
Talvez não de forma tão descarada como anteriormente, talvez mais eficaz.

A questão do encerramento das maternidades, não é um caso isolado.

É um caso grave de sobranceria ministerial, onde as politicas economicistas se sobrepõem à actividade da prestação de cuidados de saúde.

É verdade que na maioria dos hospitais com serviços de maternidade, as consultas de obstetrícia se destinam a gravidez de risco?
E que assim vai continuar?

Ou pelo contrário, o Ministro com o encerramento daquelas anunciadas maternidades e em nome de uma maior qualidade no serviço prestado às grávidas, se compromete a, para lá de aglutinar meios humanos num só local ( pese embora não se veja bem como, na medida em que as razões subjacentes se prendem com a falta de médicos especialistas) dotar esta unidade de meios eficazes para um diagnóstico coerente e atempado dos riscos de uma gravidez natural (já não considerando as outras) por forma a conhecer tanto quanto possível os danos provocados no feto, por uma gravidez não isenta de lesões, ou posteriormente por lesões irrecuperáveis durante o parto.
Todos fazemos votos, sem hipocrisias, que a razão esteja do lado do ministro, que a população não venha a testar este modelo da pior forma possível, isto é, que se registe um abaixamento no número de óbitos e claro está no número de vítimas inocentes num parto mal acompanhado.

Estou certo que a irreversibilidade anunciada pelo ministro, terá um longo tempo de maturação, tão longo quanto a paciência das Portuguesas e Portugueses o permitirem e naturalmente, muito mais curto do que o ministro deseja.

março 28, 2006

Esta coisa de ser Português, já era…

Suspeito que desta vez quase sou forçado a estar de acordo com o actual líder do PSD.
(não se desse o caso do seu pensamento, não manter a equidistância indispensável ao oportunismo político).

Chovem cobras e lagartos, sobre o anunciado encerramento da maternidade de Elvas (por agora) e correspondente “transvaze” de pré mamãs para as maternidades Espanholas.

Tenho para mim que até pode ser uma medida acertada.

Esta coisa de ser Português já deu o que tinha que dar, para alguns…

janeiro 26, 2006

Números…

Estão assim a modos que em pré cozinhado, mais algumas transformações no sector da saúde, que visam, dizem os doutos, melhorar o serviço público.

Trabalhar à peça, leia-se contabilizar o número de doentes alegadamente vistos, dará direito a melhor remuneração e pasme-se beneficia-se a qualidade do serviço prestado.

Certamente deixará de ser contabilizado como consulta, o acto médico da passagem de receituário, para reposição de medicamentação em doentes crónicos.
Certamente passará a estar incluído no acto médico da consulta, o registo informático ou outro, do historial clínico do utente.
Certamente que existirá maior disponibilidade na acção médica imediata, em casos de manifesta urgência de um utente, ainda que não inscrito para uma qualquer consulta.

Prevê-se a formação de equipas cuja composição está definida, um clínico, um técnico de enfermagem, um técnico administrativo.

Adivinhem quem sai lucrando com este negócio…

dezembro 01, 2005

O Vírus, a crispação, o diagnóstico.

O VÍRUS

(O porco da vizinha)

A CRISPAÇÃO

Eu posso me lembrar de dizer que o Sr. tem uma colite ulcerosa. Não quer dizer é que seja verdade. Não entro nesse género de discussões idiotas. Quando eu conheço muitos outros casos de médicos que trabalham de borla no SNS fora das horas laborais. Olhe. Eu por exemplo.(Posted by: cidadao do mundo | novembro 30, 2005 11:23 PM )

O DIAGNÓSTICO

Há um erro de análise do “cidadão do mundo”, que pressupõe logo à partida a imaturidade de quem abordou o tema, ou até mesmo uma certa libertinagem na emissão da opinião do autor do texto referenciado.

Aqui para que conste, nunca são inventadas notícias.

Mas devia o “cidadão do mundo” reler o seu naco de prosa, já que ele próprio reconhece a existência (Quando eu conheço muitos outros casos de médicos que trabalham de borla no SNS fora das horas laborais. Olhe. Eu por exemplo.) de muitos, mas não a maioria, de médicos do SNS que alegadamente cumprem e até mais do que está contratualmente estabelecido.

E poderia, caso a crispação não antagoniza-se o discernimento, perceber que no meu texto, ataco não o indivíduo em si mas a colectividade que o absorve.

(Será uma verdade que os números não desmentirão, não haverá médicos a mais, nem dessa nem de nenhuma outra especialidade, nem neste, nem naquele hospital.)

(A questão da assiduidade, da dedicação, da honestidade, da “competitividade”, da mobilidade, tem de deixar de ser tabu.)

Mas persiste em toda a sociedade estatal, da qual os médicos no SNS são parte integrante, mas não agentes únicos, uma má vontade em aceitar a realidade que embora do conhecimento geral, na generalidade é encoberta em nome de princípios éticos desajustados.

É menos rara do que se possa admitir, a constatação por parte de um agente do estado cumpridor dos deveres assumidos, das faltas de equidade praticadas pelos seus “pares” e por si encobertas.

Persiste igualmente no SNS como uma má formação, a realidade vivida um pouco por todo o país.
Um horário de trabalho de 8 horas diárias, 5 dias por semana, não deveria permitir consultas de manhã e à tarde?
Digo consultas e não aproveitamento da desastrosa gestão praticada no SNS.

A experiência diz-me contudo, que ainda não será desta vez, que vamos erguer uma “estátua” ao altruísmo dos trabalhadores do SNS.

novembro 15, 2005

O MINISTRO DA SAÚDE, TEM DE FALAR VERDADE.

O aumento de 9,1% nas taxas moderadoras, planeado pelo governo, não é na verdade um “aumento do outro Mundo” como muito bem disse o ministro da saúde.
É um aumento só possível em Portugal.
As taxas moderadoras nunca serviram o fim de onde herdaram o nome, a degradação continua e sistemática dos serviços Médicos nas Unidades de Saúde, cedo empurraram os utentes mais carenciados economicamente para as urgências Hospitalares, originando a degradação destes e o aparecimento nas Unidades de Saúde do chamado “Atendimento Complementar” rapidamente transformado em “serviço de urgência” pelos clínicos e numa alternativa às consultas normais pelos Utentes.
O aumento das taxas moderadoras em função do custo de vida, de igual modo, vem penalizar os mais carenciados, pois é sabido que a proliferação de organismos privados de prestação de cuidados de saúde, cresce em função do decréscimo da qualidade do SNS e é mantido pela classe média e média alta.

Começa pois a faltar paciência para aturar tanta demagogia e charlatanismo, é preciso que os ministros da Saúde, tantos quantos por lá passaram assumam de vez a extinção do SNS e a sua cedência ao sector privado.

outubro 29, 2005

Prevenir é o caminho indicado

O cancro da mama é a forma de cancro mais comum na mulher. As taxas de incidência têm vindo a subir na segunda metade deste século.
Em Portugal estima-se que cerca de 75% das mulheres, não fazem auto-exame da mama.

Existem alguns factores associados a um maior risco de cancro da mama:
A idade da primeira menstruação ( <12 anos)
A idade da menopausa (> 54 anos)
A ausência de filhos, ou a primeira gravidez após os 35 anos.
A história genética, a obesidade, o sedentarismo, o tipo de dieta, o consumo de álcool, o consumo de tabaco e a terapêutica hormonal de substituição por mais de 10 anos.

A realização do auto-exame (peça um folheto no seu centro de saúde) é fundamental para detectar o cancro da mama, mas não dispensa o rastreio clínico.

Auto-exame

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outubro 22, 2005

O H5N1

A chamada “gripe das aves” provocada pelo H5N1 é já uma mutação dos vírus das aves, responsáveis por grandes pandemias no século passado.

A chamada gripe Espanhola em 1918/1919, provocada pelo vírus H1N1.
(responsável pela morte de 30 a 40 milhões de pessoas)

A gripe Asiática em 1957, provocada pelo vírus H2N2
A gripe de Hong-Kong em 1968, provocada pelo vírus H3N2.
(responsáveis pela morte de 4 milhões de pessoas)

Em 1977 o H5N1 foi isolado pela primeira vez em humanos, numa criança de Hong-Kong.
(que viria a falecer naquele território, com mais 15 habitantes)

Desde então o vírus ganhou a batalha da “eficiência”.
Este ano cerca de 60 pessoas já foram vítimas do H5N1

Actualmente a evolução das espécies, que continuamente travam uma batalha feroz pelo domínio do planeta, tem sabido aproveitar as fraquezas, a avidez pelo lucro fácil e os desleixos dos humanos.
A contaminação pelo homem, dos solos, dos rios, lagos e oceanos, acabará por fazer pender a balança para o outro lado.

Contudo a irresponsabilidade do homem, mantém-se fiel aos princípios do mercantilismo da vida humana, só assim se entende a posição “dominante” de um laboratório, incapaz de dar resposta em quantidade aos medicamentos eventualmente necessários e simultaneamente incapaz de partilhar com outros os conhecimentos tomados.

Estará o Mundo preparado para enfrentar uma pandemia?